Mesmo funcionando com ônibus extras, o fluxo de passageiros foi maior do que a oferta de veículos neste Carnaval
Com o aumento de fluxo de passageiros de quase 200% durante o Carnaval, as empresas de ônibus que operam no novo sistema de transporte intermunicipal no Ceará parecem ter sido pegas de surpresa nos dias que antecederam a folia e nessa quarta-feira de Cinzas. No Terminal Rodoviário Engenheiro João Thomé, muitos usuários reclamaram, principalmente, da superlotação.
A empresa São Benedito, por exemplo, colocou mais 60 ônibus extras além dos 200 que já funcionam normalmente e mesmo assim os veículos partiram para os destinos lotados e com pessoas em pé. A estudante Sabrina Sá, 20 anos, viajou até a Praia de Morro Branco e momentos antes da viagem teve que embarcar em outro veículo lotado, porque no que já estava não tinha como levar todos os usuários que tinham o bilhete.
"Foi muito confuso e, além disso, o ônibus não tinham ar condicionado como prometeram", reclamou a estudante. O mesmo aconteceu com o auxiliar de motorista João Paulo dos Santos Vasconcelos, 27 anos. A volta do município de Morada Nova foi tranquila, mas a ida foi em pé e com o ônibus com super lotação. "Uma pessoa teve que levantar para minha esposa sentar com meu bebê", conta.
O primeiro grande teste logo após as mudanças no transporte intermunicipal no Ceará, mostrou que a grande demanda de usuários neste Carnaval não foi atendida plenamente pelo serviço de transporte. No retorno ontem pela manhã, o movimento na rodoviária era tranquilo, mas vários passageiros se queixaram da lotação dos ônibus.
Fiscalização
De acordo com Moacir Batista, encarregado de tráfego da empresa São Benedito, com a fiscalização do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE), só é permitida nove pessoas viajarem em pé. "Antes, colocávamos até 25 pessoas. Se formos fazer as contas, realmente o fluxo de passageiros aumentou em razão dessa limitação", explicou, reforçando que desde o começo do feriadão, a cada 30 minutos, das 9hs às 19hs, saia um ônibus da empresa.
A previsão de movimento ontem, no terminal rodoviário, de acordo com a fiscalização de transporte do Detran, era de que as empresas realizariam até 700 viagens, sendo 200 a mais do que os dias normais. As empresas colocaram 200 veículos extras além dos 300 que já trafegam normalmente.
Todo usuário é obrigado a pagar uma taxa de embarque no valor de R$ 3,68, que dá direito ao seguro da bagagem em caso de perda, roubo ou acidente pela empresa. Apesar disso, a pessoa que chega ao terminal depois das 22hs não conta o serviço dos banheiros, que também cobram uma taxa que varia de R$ 0,50 a 1,00 conforme o serviço que for utilizado.
O problema da falta de ônibus no terminal rodoviário foi verificado antes e depois do Carnaval. Com a promessa de que o atendimento seria melhor e haveria mais qualidade nos serviços, o que se viu foram muitas dificuldades para o usuário.
Na sexta-feira que antecedeu o Carnaval, os passageiros não encontraram passagens para destinos principalmente para municípios da Serra da Ibiapaba. Antes da implantação do novo sistema, 26 empresas operavam no transporte intermunicipal. Hoje, apenas três.
Com o aumento de fluxo de passageiros de quase 200% durante o Carnaval, as empresas de ônibus que operam no novo sistema de transporte intermunicipal no Ceará parecem ter sido pegas de surpresa nos dias que antecederam a folia e nessa quarta-feira de Cinzas. No Terminal Rodoviário Engenheiro João Thomé, muitos usuários reclamaram, principalmente, da superlotação.
A empresa São Benedito, por exemplo, colocou mais 60 ônibus extras além dos 200 que já funcionam normalmente e mesmo assim os veículos partiram para os destinos lotados e com pessoas em pé. A estudante Sabrina Sá, 20 anos, viajou até a Praia de Morro Branco e momentos antes da viagem teve que embarcar em outro veículo lotado, porque no que já estava não tinha como levar todos os usuários que tinham o bilhete.
"Foi muito confuso e, além disso, o ônibus não tinham ar condicionado como prometeram", reclamou a estudante. O mesmo aconteceu com o auxiliar de motorista João Paulo dos Santos Vasconcelos, 27 anos. A volta do município de Morada Nova foi tranquila, mas a ida foi em pé e com o ônibus com super lotação. "Uma pessoa teve que levantar para minha esposa sentar com meu bebê", conta.
O primeiro grande teste logo após as mudanças no transporte intermunicipal no Ceará, mostrou que a grande demanda de usuários neste Carnaval não foi atendida plenamente pelo serviço de transporte. No retorno ontem pela manhã, o movimento na rodoviária era tranquilo, mas vários passageiros se queixaram da lotação dos ônibus.
Fiscalização
De acordo com Moacir Batista, encarregado de tráfego da empresa São Benedito, com a fiscalização do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE), só é permitida nove pessoas viajarem em pé. "Antes, colocávamos até 25 pessoas. Se formos fazer as contas, realmente o fluxo de passageiros aumentou em razão dessa limitação", explicou, reforçando que desde o começo do feriadão, a cada 30 minutos, das 9hs às 19hs, saia um ônibus da empresa.
A previsão de movimento ontem, no terminal rodoviário, de acordo com a fiscalização de transporte do Detran, era de que as empresas realizariam até 700 viagens, sendo 200 a mais do que os dias normais. As empresas colocaram 200 veículos extras além dos 300 que já trafegam normalmente.
Todo usuário é obrigado a pagar uma taxa de embarque no valor de R$ 3,68, que dá direito ao seguro da bagagem em caso de perda, roubo ou acidente pela empresa. Apesar disso, a pessoa que chega ao terminal depois das 22hs não conta o serviço dos banheiros, que também cobram uma taxa que varia de R$ 0,50 a 1,00 conforme o serviço que for utilizado.
O problema da falta de ônibus no terminal rodoviário foi verificado antes e depois do Carnaval. Com a promessa de que o atendimento seria melhor e haveria mais qualidade nos serviços, o que se viu foram muitas dificuldades para o usuário.
Na sexta-feira que antecedeu o Carnaval, os passageiros não encontraram passagens para destinos principalmente para municípios da Serra da Ibiapaba. Antes da implantação do novo sistema, 26 empresas operavam no transporte intermunicipal. Hoje, apenas três.
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