28 de janeiro de 2015

Dez dicas para economizar água

1. Banho rápido
Se você demora no banho, você gasta de 95 a 180 litros de água limpa. Banhos rápidos (de no máximo 15 minutos) economizam água e energia.

2. Escovando os dentes e fazendo a barba
Se a torneira ficar aberta enquanto você escova os dentes e faz a barba, você gasta você gasta até 25 litros de água. Então, o melhor é primeiro escovar e depois abrir a torneira.

3. Torneira fechada
Torneira aberta é igual a desperdício. Com a torneira aberta, você gasta de 12 a 20 litros de água por minuto. Se deixar pingando, são desperdiçados 46 litros por dia.

4. Descarga
Uma descarga chega a utilizar 20 litros de água em um único aperto! Então, aperte a descarga apenas o tempo necessário.

5. Lavando louça
Ao lavar louças, não deixe a torneira aberta o tempo todo (assim você desperdiça até 105 litros). Primeiro passe a esponja e ensaboe e depois enxágüe tudo de uma só vez.

6. Lavando o carro
Lavar o carro com uma mangueira gasta até 560 litros de água em 30 minutos. Quando precisar lavar o carro, use um balde!

7. Mangueira, vassoura e balde
Ao lavar a calçada não utilize a mangueira como se fosse vassoura. Utilize uma vassoura de verdade e depois jogue um balde d’água (assim você economiza até 250 litros de água).

8. Jardim
Regando plantas você gasta cerca de 186 litros de água limpa em 30 minutos. Para economizar, guarde a água da chuva e regue sempre de manhã cedo, evitando que a água evapore com o calor do dia.

9. Aquário
Quando for limpar o aquário, aproveite a água para regar as plantas. Esta água está enriquecida com nitrogênio e fósforo, o que faz muito bem para as plantas.

10. Pressão política
Não adianta só economizar: é preciso brigar por políticas que cuidem dos rios e lagos e garantam água potável para todos.

CORRUPÇÃO NA PETROBRAS É preciso saber punir, diz Dilma

Image-0-Artigo-1786936-1Brasília. Ao discursar na primeira reunião ministerial da nova gestão, a presidente Dilma Rousseff (PT) disse que é preciso "saber punir" sem enfraquecer a Petrobras e sem destruir empresas privadas. Ela afirmou que as punições não podem afetar o crescimento do País e os empregos, reiterando que quem deve ser punido são "pessoas".
"Ser capaz de combater a corrupção não significa, não pode significar, a destruição de empresas privadas. As empresas têm de ser preservadas. As pessoas que foram culpadas é que têm que ser punidas, não as empresas", disse a presidente.
No ano passado, porém, o governo conseguiu aprovar no Congresso a Lei Anticorrupção, que estipula punição às empresas por corrupção.
A Petrobras enfrenta o maior caso de corrupção de sua história desde a deflagração da Operação Lava-Jato, no ano passado. Ex-diretores e empreiteiros foram presos acusados de participar de um esquema de desvios envolvendo a estatal.
A presidente afirmou que a petroleira já vinha passando por um processo de "aprimoramento de gestão" e que a operação só reforçou a determinação da empresa de melhorar sua governança. "Temos que saber apurar, temos que saber punir. Isso tudo sem enfraquecer a Petrobras, nem diminuir a sua importância para o presente e para o futuro do País".
Dilma insinuou, sem citar nomes, que a crise pode ser uma forma de prejudicar a estatal: "Toda vez que se tentou desprestigiar o capital nacional estavam tentando na verdade diminuir a sua independência, diminuir a sua concorrência e nós não podemos deixar que isso ocorra".
Dilma prometeu ontem que não irá transigir do compromisso com a "lisura do dinheiro público", do combate aos malfeitos e da atuação livre de órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público, repetindo o mesmo tom de discurso adotado na campanha eleitoral de 2014.
"Nunca o governo combateu com tamanha firmeza e obstinação a corrupção e a impunidade", disse a petista. Para a presidente, as empresas privadas envolvidas na Operação Lava-Jato também não devem ter suas atividades prejudicadas.
Críticas
Presidente do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) afirmou ontem que a fala da presidente Dilma na primeira reunião ministerial mostra que a petista "tenta se defender da acusação de ter sido protagonista do maior estelionato eleitoral da história do país". Segundo o tucano, derrotado por Dilma na disputa eleitoral de 2014, a presidente faz um "jogo de cena", mostra "imensas contradições e improvisações dos últimos 30 dias", que ainda não se preparou para um segundo mandato e que "quem vai pagar a conta, mais uma vez, serão os brasileiros".
Lava-jato
A Justiça Federal em Curitiba atualizou ontem para R$ 118 milhões o valor bloqueado nas contas pessoais e de investimentos de 16 investigados e três empresas alvos da Operação Lava-Jato. No ano passado, por determinação do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos decorrentes da operação, os ativos dos investigados foram bloqueados até o limite de R$ 20 milhões, para garantir o ressarcimento em caso de condenação. A atualização dos valores foi determinada pela juíza substituta Gabriela Hardt.
A Polícia Federal abriu novos inquéritos na Lava-Jato para investigar especificamente dez empresas supostamente envolvidas em fraudes na Petrobras. A informação consta de ofício encaminhado à Justiça Federal no dia 23 pela PF em Curitiba.

Receita libera consulta a lote da malha fina do Imposto de Renda 2014

A Receita Federal libera hoje (28) a consulta ao primeiro lote de restituições liberadas da malha fina relativas ao Imposto de Renda Pessoa Física 2014 . Estão também no lote declarações liberadas da malha no período de 2008 a 2013.De acordo com a Receita, o crédito bancário para 472.576 contribuintes será feito no dia 30 de janeiro, totalizando o valor de R$ 941.872.389,78. Desse total, R$ 124.829.894,05 referem-se a contribuintes idosos, com alguma deficiência física ou mental ou doença grave. A consulta aos lotes de restituição é disponibilizada na página da Receita na internet. No endereço é possível, inclusive, consultar lotes de anos anteriores. A consulta pode ser feita também por meio de tablets e smartphones com os sistemas iOS (Apple) ou Android .

27 de janeiro de 2015

Anderson Silva de volta ao octógono do UFC: melhores nocautes e finalizações

Anderson Silva é uma lenda do MMA e foi campeão dos médios do UFC por sete anos. Foto: UFC/DivulgaçãoA espera foi longa, mas está perto do fim. Mais de um ano depois, Anderson “Spider” Silva ficará cercado pelas grades do octógono do UFC, diante de Nick Diaz, neste sábado, 31. A edição de número 183 marca o retorno do brasileiro, após a fratura na perna, durante a luta valendo cinturão contra Chris Weidman, em dezembro, de 2013.
Todos querem ver como Anderson vai se comportar na volta ao cage. Vai chutar como antes? As provocações durante o combate vão continuar? Contra Nick Diaz, Anderson espera mostrar que sua estrela ainda brilha. As lesões e derrotas para Chris Weidman ficaram no passado. O foco é no retorno. O adversário do momento é Nick Diaz. Perigoso em pé, o americano pode facilitar o trabalho de Silva, um “craque” na trocação. Entretanto, o brasileiro também estará em perigo, visto que o atleta da Cesar Gracie Fight Team já nocauteou 13 oponentes.
Assim como Anderson, Diaz fez sua última luta em 2013, quando lutou pelo cinturão da divisão até 77 kg, que tinha como campeão Georges St. Pierre. Sim, Nick está subindo de categoria para enfrentar o Spider.
Como todos sabem, Anderson não costuma levar suas lutas para as mãos dos juízes. Ele dá show e finaliza o duelo na trocação ou no chão. Para relembrar um pouco, veja os grandesnocautes e finalizações da carreira do brasileiro:

Governador Camilo Santana participa de inauguração de IFCE em Itapipoca

O governador Camilo Santana participou, na manhã desta segunda-feira (26), da inauguração do campus do Instituto Federal de Educação do Ceará (IFCE), em Itapipoca. O equipamento foi inaugurado  pelo ministro da Educação, Cid Gomes. Na ocasião, o ministro destacou a . parceria  entre os governos federal e estadual, que  doou o terreno e atuou fortemente na construção do estabelecimento de ensino. O campus ofertará cursos técnicos e superiores, definidos após consultas e amplo debate com a comunidade local. O IFCE de Itapipoca, cidade situada no Litoral Oeste do Ceará, distante em 130 km de Fortaleza, beneficiará também os municípios de Itapajé, Irauçuba, Tururu, Uburetama, Miraíma e Amontada.

Camilo IFCEDe acordo com o ministro Cid Gomes, uma grande meta de sua gestão à frente do MEC é o ensino básico. “Governador Camilo, quero afirmar aqui que a modalidade ensino básico será ao nosso maior desafio e o ensino fundamental, nossa maior preocupação”, comentou. “O nosso compromisso de ampliar a educação se firma com a implantação de um Campus avançado da Universidade Federal em Itapajé, que eu já assegurei  e eu assumo o compromisso de não medir esforços para criar o Campus avançado da UFC em Itapipoca”, concluiu.

“É importante contar com o apoio do ministro Cid Gomes, principalmente no momento em que a presidenta Dilma elege como lema para o seu governo “Brasil, pátria educadora!”. Eu parabenizo a iniciativa do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma, de expandir os institutos federais por todo o Brasil. Aqui no Ceará eram quatro  no início do Governo. Estamos em 26 com planejamento para 33 e vamos expandir ainda mais”, disse o governador Camilo Santana.

Camilo citou ainda a conclusão da siderúrgica para 2016. “É a única siderúrgica em construção na América e vai dar oportunidade para o setor metalomecânico do Ceará. Temos também o Centro de Capacitação do Trabalhador Cearense, quase concluído. Essas obras vão mudar a realidade da economia no Estado. Vale lembrar que eu e a vice-governadora Izolda não vamos medir esforços para expandir as Escolas de Ensino Profissionalizante de Tempo Integral para todas as cidades do Ceará”, finalizou o governador.

O IFCECamilo IFCE1A estrutura do Instituto conta com uma área construída total de 4.442 m², com bloco administrativo e de serviços em dois pavimentos, abrigando todos os serviços administrativos e complementares, além das unidades de apoio aos estudantes. O bloco didático também possui dois pavimentos, constando de 10 laboratórios (bloco inferior) e 10 salas de aula (superior).  O Campus também dispõe de espaços externos de convivência, cantina central, biblioteca, ginásio poliesportivo coberto e com arquibancadas, WCs, estacionamento e auditório para 182 lugares.

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará oferta cursos técnicos de Edificações; Mecânica; Sistemas de Energias Renováveis; Meio Ambiente; Desenho de Construção Civil; Multimeios Didáticos; Tradução e Interpretação de Libras; Nutrição e Dietética. São ofertados também os cursos superiores tecnológicos de Mecatrônica Industrial; Agrimensura e Saneamento Ambiental, bem como os cursos superiores (licenciaturas) em Física e Teatro.


Petrobras faz nova descoberta de petróleo em terra no Ceará

A Petrobras descobriu novos indícios de petróleo em concessão que possui no território cearense. A notificação foi feita no último dia 19, à Agência Nacional de Petróleo (ANP) e trata-se de uma descoberta na Fazenda Belém, campo terrestre que se espalha pelos municípios de Icapuí, Aracati e Jaguaruana.
A Fazenda Belém se localiza na Bacia Potiguar, que abrange campos no Rio Grande do Norte e Ceará. De acordo com informações da ANP, a descoberta foi feita no poço denominado 3BRSA1277CE. Essa é a segunda notificação de descoberta no mesmo poço em dois meses.
DUm pouco antes disso, em outubro, a estatal notificou a agência de outra descoberta no poço 3BRSA1275CE, também na Fazenda Belém. Antes destas, a última descoberta de indícios de óleo no Ceará foi em setembro de 2013, em poço marítimo também na Bacia Potiguar, a uma profundidade de 1.924 metros.
Campo maduro
As descobertas na Fazenda Belém podem ajudar a recuperar a produção no campo, que já sofreu redução de 45%, do volume explorado entre os anos de 2009 e 2013. Por já ser uma área de exploração madura, de vários anos, a queda é considerada normal. Entretanto, a Petrobras está buscando recuperar a produção na área, com um projeto iniciado em março do ano passado, que prevê a perfuração de 72 novos poços no campo .
Além de elevar a produção e o fator de recuperação, a petrolífera pretende agregar reservas com essas novas perfurações. O volume de petróleo recuperado na Fazenda Belém voltou a crescer em outubro do ano passado e, de janeiro até novembro, já acumulava incremento de 4,9% sobre o mesmo período de 2013.
Caso o mês de dezembro tenha mantido bons resultados - os dados ainda não foram divulgados pela ANP -, o campo reverterá a tendência de declínio, mas ainda estará distante dos volumes registrados em 2003, quando foram produzidos 996,7 mil barris de petróleo. Nos nove primeiros meses do ano passado, a produção terrestre foi de 369,7 mil barris.
Novos poços
A estatal também havia informado, em 2013, que estava analisando um projeto para perfuração de cerca de mil novos poços no local, até este ano, o que quase triplicaria a produção de petróleo, em terra da empresa, no campo exploratório. A Petrobras, no entanto, não voltou maia a falar sobre este plano.
O campo de Fazenda Belém foi descoberto em março de 1980 e teve sua exploração concedida à Petrobras em 1998. O Ceará terminou o ano de 2013 com 317 poços terrestres, de acordo com dados do Anuário Estatístico 2014 da ANP.
A produção terrestre, contudo, só representa 15% do petróleo extraído atualmente no Estado. Todo o restante é produzido em quatro campos marítimos no litoral de Paracuru, na Bacia petrolífera do Ceará.
Opep diz que preços podem se recuperar em breve
Londres. Os preços do petróleo podem ter atingido um piso nos níveis atuais e podem se recuperar muito em breve, afirmou o secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Abdullah al-Badri, ontem. "Agora os preços estão em torno de US$ 45 e US$ 55 e eu acho que talvez tenham atingido um piso e verão alguma recuperação muito em breve", afirmou Badri.
O petróleo Brent operava próximo a US$ 49 por barril, nesta segunda-feira. Badri alertou que qualquer corte de fornecimento de petróleo da Opep levaria a uma capacidade ociosa, redução de investimento e um eventual escassez futura e alta exagerada de preços. "Suponha que cortemos a produção, e então nós vamos ter capacidade ociosa", disse, e completou: "os produtores, quando têm excesso de capacidade, não vão investir".
"Se eles não investirem, não haverá mais oferta, se não houver mais oferta, haverá uma escassez no mercado depois de três ou quatro anos e o preço vai subir e vamos ver uma repetição de 2008. Talvez a gente vá a 200 dólares, se houver uma verdadeira escassez de oferta devido à falta de investimento", disse.
Mudança de política
O secretário-geral da Organização ainda declarou que é necessário mais tempo antes de qualquer conversa sobre uma mudança na política de produção, pelos membros da Opep.
"Vai levar mais de quatro ou cinco meses e não vamos ver alguns esforços concretos antes do fim do primeiro semestre do ano, já que vamos ver como o mercado se comporta no fim do primeiro semestre de 2015", declarou. Badri ainda defendeu a decisão da Opep de novembro, de deixar sua meta de produção inalterada.
Questionado sobre as perspectivas para a política de petróleo da Arábia Saudita com a posse de um novo rei, o secretário-geral afirmou: "A Arábia Saudita é um país estável, tem um governo estável e eu acho que as coisas vão ser normais".

26 de janeiro de 2015

NO PV Magnata decide de novo

Para um artilheiro nato, com faro de gol, basta uma chance para marcar e decidir o jogo para sua equipe. E quando o time não joga bem, ele é ainda mais importante nesse contexto.

Image-0-Artigo-1785539-1E na tarde de ontem, no Presidente Vargas, Magno Alves mostrou mais uma vez porque é a referência do Ceará, e que o time pode contar com ele quando a atuação da equipe estiver abaixo do que se espera. Ele aproveitou um rara falha da defesa do Maranguape para balançar as redes no fim do primeiro tempo e definir o confronto por 1 a 0, pela 4ª rodada do Grupo A2 do Campeonato Cearense.
 
A magra vitória foi importante para o Ceará alcançar a liderança do grupo com 9 pontos, mesmo que provisória, já que o Guarany de Sobral tem um jogo a menos e soma sete.
Ousadia
Se todos esperavam um roteiro parecido com os dois últimos jogos da equipe no PV, quando os adversários se fecharam na defesa, o que se viu foi um Maranguape de peito aberto, atacando o Ceará desde o primeiro minuto.
E pela ousadia do 'mandante' - o Maranguape está mandando seus jogos do Estadual no PV - esperava-se também que o time alvinegro deslanchasse, já que o 'ferrolho' dos adversários anteriores foi a justificativa para atuações medianas da equipe.
Mas não foi o que aconteceu. Mesmo com espaço para criar jogadas e trabalhá-las sem uma marcação ferrenha, o Vovô não conseguiu as melhores soluções para chegar ao gol. Insistindo em atuar pelas laterais e esquecendo o meio campo, o Ceará foi pouco efetivo, principalmente pelos sucessivos erros de Tiago Costa e Assisinho pelo setor esquerdo de ataque. Só quando o meia Wescley caiu pelo lado, que uma boa jogada foi criada, e finalmente o gol saiu, aos 41 do primeiro tempo. Ele cruzou para a área, a zaga adversária falhou e Magno Alves, sempre ele, dominou para abrir o placar: 1 a 0.
Veja o gol do alvinegro:
Sem emoção
No segundo tempo, o Ceará tinha tudo para ampliar o placar, construindo uma vitória mais tranquila. Mas inexplicavelmente o futebol do time não fluiu.
E assim, o jogo caiu em qualidade e continuou equilibrado pela insistência do Maranguape que até assustou em algumas oportunidades.
O Vovô até poderia ter feito mais um na metade da etapa final, em cabeçada de Magno Alves, que o goleiro do Gavião defendeu, mas depois daí, o jogo caiu assustadoramente e a equipe não criou mais nada.
Após a apito final, a torcida alvinegra, que compareceu em pequeno número, ficou dividida entre vaias e aplausos. E os tímidos aplausos eram certamente para o atacante Magno Alves, que decidiu de novo.
"Agora vou procurar fixar um time titular", diz Dado
O técnico do Ceará, Dado Cavalcanti, admitiu que seu time jogou abaixo de que esperava e por isso, já adiantou que as trocas constantes de jogadores de uma partida para a outra acabaram. Ao fim dos jogos de ida da 1ª Fase do Estadual, ele procurará fixar uma equipe titular.
"Com o fim dos jogos de ida desta primeira fase, o rodízio de jogadores irá acabar. Ele era necessário, pois realizamos uma pré-temporada dentro do Estadual, mas agora, vou procurar repetir um time e dar entrosamento a ele", disse o treinador.
Ele explicou que jogadores ficarão fora dos próximos jogos apenas por necessidade, se não tiverem condição de jogo. "Neste rodízio que fizemos, os jogadores não atuaram por não terem condições. Eles foram preservados e outros observados. Dei chance a todo elenco. E agora, só não jogarão em caso extremo, se não tiverem condições de jogo. Pelas observações que fiz, já tenho um time na cabeça", disse Dado Cavalcanti.
Abaixo
Sobre a atuação de sua equipe, ontem, no PV, Dado admitiu ter sido abaixo do que ele esperava.
"Mesmo no nosso quarto jogo na temporada, atuamos abaixo do que podíamos apresentar. O adversário jogou aberto, de igual para igual em alguns momentos e, mesmo nos cedendo espaço, não conseguimos jogar bem. Mas neste início, vencer era o mais importante e conseguimos três vitórias em quatro jogos", finalizou o treinador do Alvinegro, após a partida.

ProUni oferta 3.457 bolsas no Ceará

prouniO Programa Universidade para Todos (ProUni) disponibilizou 3.457 bolsas de estudo em faculdades privadas do Ceará em 2015. As inscrições para o programa estão abertas desde a zero hora desta segunda-feira (26) e seguem até quinta (29). A iniciativa é destinada a estudantes de baixa renda, que cursaram os três anos do ensino médio em escolas públicas, ou obtiveram bolsa integral em escolas particulares.
Para se inscrever, o candidato precisa obrigatoriamente ter participado do Enem 2014 e ter obtido, no mínimo, 450 pontos na prova e uma nota superior a zero na redação.
Para concorrer a uma bolsa integral, o candidato deve ter renda familiar bruta mensal de até um salário mínimo e meio por pessoa. Para as bolsas parciais (50%), a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), serão oferecidas, no total, 213.113 bolsas, sendo 135.616 integrais e 77.497 parciais.
O processo seletivo do Prouni possui uma única etapa de inscrição. A inscrição é gratuita e feita exclusivamente pela internet, por meio da página do Prouni.

23 de janeiro de 2015

INVESTIMENTO QUE SE PAGA Consumidor parte para gerar a própria energia

Uma das opções é a instalação de placas fotovoltaicas que captam luz solar Em um ano de incertezas em relação à economia do País, uma coisa, ao menos, está definida: o consumidor pagará bem mais caro pelo seu consumo de energia elétrica. Quando o próprio ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, apela a Deus para a melhoria do cenário de chuvas e apresenta como "consolo" aos consumidores a garantia de que a alta nas contas de luz ficará "abaixo dos 40%", é hora de se preparar para o aperto.
Alguns empresários e consumidores residenciais, contudo, para fugir dessa turbulência, estão apostando na micro e minigeração de energia elétrica, produzindo sua própria eletricidade por meio da instalação de placas fotovoltaicas, que captam a luz solar. Este é o caso do autônomo José Edson Gomes, de 50 anos. "Eu estava vendo que não chovia nem aqui nem no Sudeste e que não havia nem previsão de a situação melhorar. Então, decidi fazer alguma coisa, porque a minha conta de luz já estava vindo muito alta e deveria ainda aumentar", justificou.
Curioso, nas suas pesquisas na internet viu a oportunidade de instalar em sua residência, no bairro da Maraponga, os painéis solares. Como já tinha economias, investiu R$ 12 mil para instalar cinco placas do tipo em sua casa, com a perspectiva de ter uma redução de 40% a 50% em sua conta de luz. "Estou aguardando a conta do próximo mês para ver o resultado, mas acredito que tomei a decisão certa, investi alto nisso", conta, informando que quatro de seus amigos também estão à espera do resultado para decidirem se também irão instalar em suas casas. Esta possibilidade tornou-se real desde a publicação da Resolução 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que permitiu ao consumidor gerar sua própria energia elétrica por meio de fontes renováveis - o que inclui também a matriz eólica, entre outras - e, inclusive, fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade.
Pouco aproveitada
Quase três anos após a norma entrar em vigor, a possibilidade ainda é pouco aproveitada nos lares e estabelecimentos brasileiros. De acordo com dados da Aneel, existem apenas 307 empreendimentos de micro e minigeração registrados pela agência, número este que ainda não foi atualizado por todas as distribuidoras do País. Apesar de a quantidade não ser muito significativa diante de todo o universo brasileiro, esta alternativa começa a ser mais procurada este ano, diante dos tempos de crise no setor elétrico.
A procura tem sido percebida sensivelmente no Ceará. Ainda conforme os dados da Aneel, o Estado participa com 13% do total de empreendimentos do tipo no Brasil. A Companhia Energética do Ceará (Coelce), aliás, atualizou os dados, informando que já recebeu 80 solicitações de clientes atendidos em baixa tensão e já conta com 57 atendimentos, sendo 42 clientes residenciais, 10 comerciais, quatro industriais e um de poder público. Outros 23 projetos estão passando pelo processo de aprovação.
Ideia antiga
Entre os projetos comerciais, está o da construtora e incorporadora Idibra Participações Ltda. De acordo com a supervisora de Planejamento da empresa, Camila Mareco, a ideia de construir prédios com a tecnologia solar já existe desde de 2005, mas o primeiro projeto foi lançado em 2007, tendo sido entregue em 2010. Hoje, os projetos da empresa incluem a instalação de painéis solares e aerogeradores.
"Usamos isso ainda a título de educação, pois ainda é muito caro manter todo o consumo dos condomínios com geração própria", explica. Entretanto, uma função que ela destaca foi a substituição dos chuveiros elétricos pelo aquecimento com energia solar em todas residências dos condomínios. "Só isso, já dá, certamente, uma grande economia para as pessoas", destaca.
Consumo interno
Camila Mareco informa que toda a energia produzida pelos aerogeradores e pelos painéis é consumida no condomínio, o que já reduz na utilização da energia vinda da distribuidora. "Independentemente da crise no setor energético, estamos sempre procurando fazer um upgrade nos painéis solares, buscando maior potência, buscando alternativas que barateiem o custo das placas", aponta.
Mareco ressalta ainda que o único empecilho para o maior avanço nesse tipo de energia é a falta de área de cobertura, uma vez que os equipamentos ocupam muito espaço.
Venda de placas deve dobrar
A atual situação energética brasileira deverá contribuir para a elevação das ligações de micro e minigeração no Brasil e, especialmente, no Ceará, segundo acredita o diretor administrativo-financeiro da Satrix Energias Renováveis, Francisco Bastos. A empresa é pioneira e líder no Nordeste no setor de geração distribuída e produz aerogeradores de baixa potência, além de distribuir painéis fotovoltaicos da Yingli, a maior produtora do item no mundo, e instalar plantas eólicas e solares na região.
Somente nesta semana, Bastos informou que 50 pessoas procuraram a empresa interessadas na micro e minigeração de energia. A última venda foi feita para um motel em Messejana, que terá 240 painéis solares instalados no início de fevereiro. Segundo ele, há também negócios fechados com as mais diferentes empresas, de funerárias e postos de gasolina a metalúrgicas.
"Nós estamos mostrando a alternativa ao empresariado, apresentando aos sindicatos. E tem muita gente nos procurando. Para se ter uma ideia, no dia 10 de fevereiro chegará um contêiner nosso com 820 painéis solares da Yingli Solar, que é nossa parceira chinesa. E já acabamos de pedir outro contêiner", cita. No ano passado, o empresário vendeu uma média de um contêiner a cada dois meses e espera que, em 2015, chegue a um contêiner por mês. "Isso sem contar com um novo modelo que estamos trabalhando para geração de 1 megawatt, que é o limite da minigeração determinado pela Aneel", informa.
Preços competitivos
Para este novo modelo de venda, Bastos informa que está conversando com os fornecedores do exterior para que estes montem parques solares particulares, para produzir energia própria em até 1 megawatt, a preços competitivos. "Já temos oito empresas interessadas no Ceará e duas no Piauí. Queremos fechar os contratos até o fim deste semestre para instalar o primeiro megawatt ainda em 2015", diz.
Ele explica que a empresa fornece e instala os painéis solares para um consumo a partir de 200 kW/h por mês. Os preços, aponta, depende da localização, uma vez que a empresa atua em todo o Nordeste, com uma filial em Recife. Bastos esclarece que bancos financiam este investimento em até 60 meses. "O retorno do investimento é entre sete e 10 anos, dependendo da tarifa do cliente", informa, acrescentando que, diante de todo o quadro energético que se desenha no País, "este é o ano da micro e minigeração".
Peso tributário ainda é entrave
A matriz energética brasileira está, aos poucos, abrindo espaço para matrizes não convencionais de energia, como eólica e solar. Para o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales, a produção solar ainda é incipiente no País, mas tende a crescer, seguindo a trajetória da eólica, que já é comercializada a preços competitivos. No caso da micro e minigeração, contudo, o consultor aponta que ainda há gargalos a serem superados, como o caso da tributação sobre esse tipo de geração.
"Boa parte dos estados tributam o consumidor com o imposto sobre a tarifa final, com todo o seu consumo do mês, mesmo que, parte dele, tenha sido obtido por produção própria, o que é um absurdo", diz. De acordo com ele, a tributação, que inclui os impostos PIS/Cofins e ICMS, deveria incidir somente sobre a energia consumida proveniente da distribuidora, vinda do Sistema Interligado Nacional (SIN), que é o que é feito, por exemplo, no estado do Tocantins. "Não faz sentido tributar o que você mesmo produz e consome", critica.
De acordo com ele, ainda há muito o que aprimorar para que a micro e minigeração se torne mais competitiva. Outra dificuldade que ele aponta são os financiamentos para a compra dos painéis solares. Existem instituições financeiras que fazem empréstimo para esse tipo de equipamento, a exemplo do Santander, mas Sales defende que, com mais bancos envolvidos no negócio, seria possível tomar dinheiro a um custo menos oneroso.
Muito a melhorar
O presidente do Instituto Acende Brasil também destaca que há muito a melhorar no campo da assistência técnica dos painéis fotovoltaicos. "Mas, com o aumento do volume, os padrões de assistência tendem a melhorar", pondera Sales.
Apesar dos obstáculos ainda a serem superados pela chamada geração distribuída, Sales aponta a micro e minigeração como "um passo importantíssimo para o Brasil". "Existem esses contras, mas também há muitos prós, principalmente porque esta é uma energia renovável e que tem muito espaço ainda para crescer no País", conclui.
Fique por dentro
O que pode ser considerado microgeração?
De acordo com a Resolução Normativa nº 482/2012, os microgeradores são aqueles com potência instalada menor ou igual a 100 quilowatts (kW), e os minigeradores, aqueles cujas centrais geradoras possuem de 101 kW a 1 megawatt (MW). As fontes de geração precisam ser renováveis ou com elevada eficiência energética, isto é, com base em energia hidráulica, solar, eólica, biomassa ou cogeração qualificada, diz a Aneel.

Petrobras: Ex-diretor confessa ter recebido US$ 1,5 milhão para aprovar compra de Pasadena

PRCostaEm depoimento de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) em setembro do ano passado, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que recebeu US$ 1,5 milhão do empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, “para não causar problemas” na reunião da estatal em foi aprovada a compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. O acesso aos termos do depoimento foi liberado pela Justiça Federal em Curitiba.
Costa relatou aos investigadores que foi procurado por Fernando Baiano e aceitou receber o valor, que foi pago no exterior. Ele disse acreditar que a quantia tenha sido disponibilizada pela Astra Petróleo, proprietária da refinaria. Segundo ele, havia boatos dentro da Petrobras de que “o grupo de [Nestor] Cerveró [ex-diretor da Área Internacional], incluindo o PMDB e Baiano, tenha dividido algo entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões, recebidos provavelmente da Astra”.
Sobre a relação com Fernando Baiano, Costa disse que viajou com ele em 2007 ou 2008 para Liechtenstein, na Europa, e foram ao Vilartes Bank, onde ele “acredita que os valores tenham sido depositados”. Na ocasião, Costa disse que conheceu Diego, um “operador” do empresário que morava na Suíça  e vinha ao Brasil uma vez ao ano para cuidar das contas de Baiano.
O ex-diretor definiu Fernando Soares como lobista e  “uma pessoa bem articulada, tendo muitos contatos no mundo político e empresarial”. Segundo Costa, ele é dono de uma cobertura de 1.200 metros quadrados na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, uma casa nos Estados Unidos, casas em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e emTrancoso, na Bahia, além de uma lancha, ativos no exterior e uma academia de ginástica. Paulo Roberto acredita que os bens estão em nome de outra pessoa, porque Soares “não teria como comprovar a origem dos recursos para adquirir todos esses bens.”
Paulo Roberto Costa confirmou que a “necessidade de repasses para grupos políticos, especificamente PP e PT”, também ocorria na Diretoria Internacional, comandada na época por Cerveró. Nesse caso, segundo Costa, Fernando Baiano atuava como o operador que “cuidava de viabilizar a entrega de parte devida ao PMDB”.
O delator também afirmou que, a partir de 2008 ou 2009, a cobrança de propina da Construtora Andrade Gutierrez passou a ser feita por Fernando Baiano, e não mais pelo doleiro Alberto Youssef.
Todos os partidos citados negam que tenham se beneficiado da cobrança de propina na Petrobras.
Em julho, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a devolução de US$ 792,3 milhões aos cofres da Petrobras pelos prejuízos causados ao patrimônio da empresa com a compra da Refinaria de Pasadena.
O maior montante, de US$ 580,4 milhões, deverá ser devolvido por membros da Diretoria Executiva da Petrobras, que aprovaram a ata de compra da refinaria, entre eles o ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli, além de Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa.

DIZ CID SOBRE O MEC 'Não há espaço para contingenciar'

Brasília O ministro da Educação, Cid Gomes, minimizou o risco de haver um corte definitivo na verba do Ministério depois que o Congresso Nacional aprovar o Orçamento da União para 2015. Mas sinalizou que a pasta tem R$ 21 bilhões que podem ser cortados, caso o governo decida reduzir gastos.
Image-0-Artigo-1783735-1"O Ministério é o que menos tem margem para contingenciamento, porque R$ 121 bi não são contingenciáveis. O que é contingenciável aqui são R$ 21 bilhões", disse o ex-governador do Ceará no momento em que deixava a sede do MEC. "O Ministério da Educação talvez seja o que tenha um maior porcentual que não pode ser contingenciado", repetiu o ministro.
Segundo Cid, a soma de R$ 7 bilhões que o Ministério viu cortada no início do ano é "subjetiva". O Palácio do Planalto decidiu fazer uma economia por mês de 33% das despesas até o Congresso aprovar o Orçamento. A Educação perdeu, assim, R$ 586,8 milhões mensais e, caso a fórmula de contingenciamento seja mantida após a aprovação, a pasta pode acumular uma perda de R$ 7 bilhões no a no.
O ministro declarou que concorda com a contenção de gastos determinada pelo ministro da Fazenda e negou que haja contradição entre o lema do segundo governo de Dilma Rousseff - "Brasil, Pátria Educadora" - e a contenção de recursos da Educação e as mudanças nas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que passa a ter uma nota de aceitação que pode reduzir o número de alunos atendidos.
De acordo com o ministro, o slogan de governo é uma continuidade dos programas sociais do PT na presidência. Cid Gomes ressaltou que Lula fez um programa de renda mínima e Dilma focou na miséria. "Agora é um processo de educação num sentido mais amplo, não só formal, na escola, mas em conceitos de civilidade", declarou.
O ministro disse, ainda, que não concorda integralmente com o Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê ações do governo para a área na próxima década. Gomes defendeu mudanças no conceito de inclusão de estudantes no ensino superior, cuja meta é ter em dez anos o mínimo de um terço das pessoas entre 18 e 24 anos em universidades e faculdades.
Fies
A Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) ingressou na Justiça para questionar as mudanças feitas no Fies, no final do ano passado. No documento, a entidade pede uma liminar para que as alterações sejam suspensas imediatamente.
As novas regras reduziram o fluxo de pagamentos às empresas mantenedoras de instituições privadas e definiram uma pontuação mínima no Enem para acesso ao crédito.

22 de janeiro de 2015

MESA DIRETORA Parlamentares negociam espaços

Embora as articulações por assentos na Mesa Diretora e por comissões técnicas da Assembleia Legislativa tenham começado desde o fim das eleições do ano passado, somente a partir dessa semana elas passaram a ter caráter decisivo. Desde a última segunda-feira (19), o presidente da Casa, Zezinho Albuquerque (PROS), tem recebido alguns parlamentares em seu gabinete para que eles apresentem seus interesses.
Como tem sido de praxe nas últimas legislaturas, a ideia é criar uma chapa consensual suprapartidária que contemple tanto os parlamentares de situação como os de oposição. Conforme o Regimento Interno, a composição da Mesa deve respeitar, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou blocos parlamentares com atuação na Casa. O atual presidente Zezinho Albuquerque é o favorito para permanecer no cargo, assim como o primeiro-secretário Sérgio Aguiar (PROS).
Para assegurar um assento na Mesa, conforme cálculos dos próprios parlamentares, é preciso que um partido ou bloco tenha pelo menos cinco representantes no Parlamento. "A formação da Mesa é muito (delimitada), quase matemática. Se um grupo de partidos tem cinco deputados, ele tem direito a um lugar na Mesa. Se tem 10, tem direito a dois. Formados esses blocos, é só montar qual é a vaga de cada um", explicou o atual vice-presidente, Tin Gomes (PHS).
O parlamentar articula a formação de um bloco com outros seis deputados, representantes únicos das legendas pelas quais foram eleitos, para que possa reivindicar a permanência dele no cargo. "Já estou montando um bloco de seis deputados e seis partidos que têm direito a uma vaga na Mesa. Dessa vaga, o escolhido (a assumir) seria eu. Aí, (a demanda seria) a manutenção da primeira vice ou ir para outra, que vai ser decidido no momento com o presidente", apontou o parlamentar.
Bastidores
Entre os deputados que compõem o bloco está Júlio César Filho (PTN), atual vice-líder do governo. Antes de ser convidado por Tin, o parlamentar estava articulando a formação de um bloco com deputados novatos, mas agora tem trabalhado nos bastidores para aumentar o número de membros do grupo e ter direito a mais um assento.
Júlio César ponderou que as articulações ainda seguem muito indefinidas e que, caso não seja possível viabilizar mais uma vaga para o bloco a que pertence, não haveria problema.
O maior bloco na Casa e, consequentemente, que tem direito a postular os cargos mais importantes é o do PROS. O partido tem 12 representantes e ainda deve se associar a outros partidos da coligação que elegeu Camilo Santana para ampliar o número de vagas na Mesa Diretora e de presidências de comissões de destaque.
Até agora, o segundo grupo mais robusto é o da oposição, com 13 representantes, que reúne parlamentares do PMDB, PSDB, PR, DEM, PV, PSDC e PPS - podendo postular até dois assentos na Mesa. De acordo com João Jaime (DEM), que atualmente é o terceiro-secretário da Casa, ele tem a intenção de permanecer no posto, mas se submeteria à decisão do grupo. Da oposição, Fernanda Pessoa (PR) e Silvana Oliveira (PMDB) também declararam interesse em postular um assento.

VOLTA DA CIDE Gasolina deve subir 7,2% nas bombas

São Paulo. O Banco Pine prevê que a reintrodução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) elevará o preço da gasolina em 7,2%, nas bombas. A cotação será reajustada em fevereiro e deve acarretar um incremento médio de 5%, na cotação do etanol hidratado até o início de abril, quando começa a safra 2015/16 de cana-de-açúcar, no Centro-Sul do Brasil.
"A elasticidade de preço do etanol hidratado, pelos nossos cálculos, é de 68% da variação do preço da gasolina e demora até dois meses para ser integral", diz a instituição, por meio de relatório assinado pelo analista Lucas Brunetti.
Ainda segundo o Pine, esse aumento de 5% no preço do hidratado faria o mix de produção pender em mais 0,6% para a produção de etanol em 2015/16, o que significa dizer que mais cana será destinada à produção do biocombustível, em vez da fabricação de açúcar. Pelos cálculos do banco, a elevação da cotação do hidratado em 5% representaria uma queda de 450 mil toneladas na produção de açúcar na safra.
Produção maior
O Pine estima fabricação de 33 milhões de toneladas de açúcar na próxima temporada, 3,2% mais na comparação entre os ciclos. Quanto ao etanol, a produção deve avançar 1,4%, para 26,4 bilhões de litros, dos quais 15,2 bilhões de litros apenas de hidratado (+0,4%).

FIM DE DESCONTOS Estoque com IPI menor acaba dentro de dez dias

Image-0-Artigo-1782925-1Quem sonha em comprar um carro novo com preços menores deve se apressar. Concessionárias de Fortaleza ainda estão vendendo veículos com Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzidos. Por conta da alta procura, há lojas que tiveram aumento de até 20% nas vendas durante a primeira quinzena deste mês, em comparação com igual período do ano passado. Entretanto, os descontos referentes ao IPI devem acabar no prazo de dez dias, segundo preveem as concessionárias.
A previsão foi confirmada pelo presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores no Ceará (Fenabrave-CE), Fernando Pontes. De acordo com ele, os novos carros - que estão chegando às lojas com as alíquotas do imposto já elevadas - têm aumentos nos preços de 4% a 6%, em comparação com os modelos antigos.
Desde o dia 1º de janeiro, a alíquota do IPI dos modelos 1.0 subiu de 3% para 7%. Para os com motor entre 1.0 e 2.0, passou de 9% para 11%, nos automóveis flex. Já para os movidos somente a gasolina, o imposto subiu de 10% para 13%.
O consumidor que resolveu adiar a compra do automóvel também irá pagar mais caro devido ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A nova alíquota, que dobrou de 1,5% para 3%, entra em vigor hoje, e deve tornar o crédito mais caro , tão logo as financiadoras optem por repassar a alta ao consumidor. "As taxas de financiamento (para veículos) vão subir e, consequentemente, as prestações subirão", explica o presidente da Fenabrave-CE.
Cenário incerto
O representante da federação também avalia que ainda é cedo para saber se as medidas anunciadas pelo Ministério da Fazenda na última segunda-feira (19), que também incluem o retorno da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre os combustíveis, terão impacto nas vendas de carros.
"O ano está só começando, o Carnaval vem aí, então eu acredito que só no final de fevereiro, março, nós teremos uma perspectiva melhor. O cenário político e econômico do País ainda está muito indefinido", avalia.
Mercado aquecido
Apesar das incertezas, a Saga Fortaleza, concessionária da marca Volkswagen, disse que ainda está com 95% do total de veículos com IPI reduzido, embora já tenha começado a receber novas unidades.
As duas lojas da rede na capital cearense ainda possuem, aproximadamente, 120 veículos sendo comercializados com as antigas alíquotas do imposto.
A concessionária registrou aumento nas vendas de 20% no comparativo entre primeiras quinzenas deste mês e de janeiro do ano passado. "Com esse fluxo, a gente acredita que até o final deste mês o estoque (com IPI reduzido) já tenha zerado", afirma o gerente geral da loja situada na Av. Santos Dumont, Fernando Costa.
O mesmo acréscimo nas comercializações de veículos (20%) é esperado na concessionária Honda Nova Luz para este mês de janeiro, que estava ontem com cerca de cinco veículos sendo vendidos com o imposto ainda reduzido. "Tem bastante gente procurando, o mercado está bem aquecido, mas nós já estamos na espera dos os carros de 2015", afirma Maria Dilauba, vendedora de novos veículos.
A concessionária Silcar ainda possuía ontem 67 automóveis sendo comercializados com as antigas alíquotas do IPI, que devem estar esgotados até o próximo fim de semana. Os novos modelos de carros populares, como o Chevrolet Classic, já estão sendo vendidos com preços R$ 1.500 mais caros, de acordo com a gerente de vendas de novos veículos, Nathália Cardonha.
Dezembro
O presidente da Fenabrave-CE destaca que apesar de as vendas nas lojas ainda estarem aquecidas em janeiro, o grande "boom" na procura pelos veículos com IPI reduzido ocorreu no mês de dezembro, quando houve número de comercializações 28,7% superior em relação ao que já foi registrado neste mês. Em 2014, foram vendidos cerca de 61, 2 mil carros no Ceará.
Usados
Sem o reflexo direto do IPI sobre as vendas de janeiro, as revendedoras de veículos usados também estão promovendo feirões para alavancar ainda mais as vendas neste começo de ano. No próximo fim de semana, cerca de mil veículos seminovos estarão à venda no estacionamento da Arena Castelão. Para o organizador da feirão e vice-presidente do Sindicato dos Revendedores de Veículos do Estado do Ceará, José Everton, o mercado vem aquecido com uma previsão de crescimento de 5%, ancorado principalmente pelo preço.
Personagem
Momento ideal para aproveitar as ofertas
A bióloga Roberta Schardong, 43, aproveitou as ofertas com IPI reduzido deste mês de janeiro para comprar um Volkswagen Fox, apesar de ter constatado que algumas lojas vendiam modelos 2014/2015 com as novas alíquotas. A compra à vista também ajudou na negociação. Ela ainda avaliou que seria mais vantajoso comprar um automóvel novo ao invés de um usado: "Eu pensei em comprar esse carro para ficar com ele por um longo tempo. Se eu comprasse usado, eu não teria garantia de não ter problemas".