27 de outubro de 2011

Sérgio Aguiar defende instalação do estaleiro na cidade de Camocim.

No segundo expediente da sessão desta quinta-feira (27/10), o deputado Sérgio Aguiar (PSB), reivindicou que o estaleiro de porte médio previsto para o Ceará seja instalado em Camocim. Ele disse ter sido provocado por moradores do município para que fizesse esse pleito no sentido de sensibilizar o Governo Estadual. Segundo Sérgio, além de atender os requisitos técnicos, a cidade também é dotada de mão-de-obra em abundância.

O socialista lembrou que antes do Mucuripe as riquezas produzidas no Estado eram exportadas pelos portos de Aracati e Camocim. Citando o livro “Caravelas, Jangadas e Navios”, escrito por Rodolfo Espíndola, Sérgio afirmou que até o século XVIII, graças aos seus respectivos portos, essas cidades eram dotadas de teatros e clubes opulentos aos moldes dos existentes em países da Europa.

“Tive a oportunidade de conversar com o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e ele mostrou um estudo no qual teremos a oportunidade de fincarmos esse empreendimento no Ceará”, comentou Sérgio Aguiar. De acordo com ele, o estudo aponta entre os possíveis locais as cidades de Aracati e Camocim.
“Claro que a decisão não será política. Será econômica. Quanto mais econômico, maiores as chances”, disse. Entre as vantagens apontadas pelo parlamentar favorecendo Camocim estão: 63 quilômetros de praia; 90% de praia nativa; e um núcleo urbano à margem do rio Acaraú.

Ele ressaltou que a economia de Camocim, que se encontra em definhamento, seria soerguida com a instalação do estaleiro. “São dois mil empregos diretos. A cidade tem um cadastro de 15 mil pessoas precisando de emprego”, informou. “Independente da cidade, tenho a convicção que o estaleiro virá para o Ceará”, comentou ainda.

Em aparte, se pronunciaram os deputados Heitor Férrer (PDT) e Roberto Mesquita (PV). Heitor disse torcer para que esse estaleiro seja instalado em qualquer parte do Ceará. “Mas queria entender o porquê de perdermos aquele que só servia se fosse construído no Titanzinho”, disse o pedetista, se referindo ao empreendimento que estava previsto para o Ceará e que acabou indo para Pernambuco.

Segundo Heitor, no episódio do estaleiro que seria no Titanzinho tinha por trás o interesse da especulação imobiliária. “Queriam fazer o famoso solo criado. Aterrar 80% da praia e depois de alguns anos o estaleiro seria desativado e os empreendedores seriam donos de uma área privilegiada como aquela”, comentou. Roberto Mesquita concordou com Heitor, parabenizou Sérgio Aguiar pelo pleito e desejou êxito.

Carlomano Marques (PMDB) também se pronunciou sobre o tema e rebateu a informação do pedetista com relação ao “solo criado”. Vice-líder do Governo na Casa, Carlomano disse não ser verdade que o estaleiro iria ser desativado, pois no projeto estava previsto que a área só poderia ser utilizada para este fim. Antonio Carlos (PT) garantiu que a discussão foi permeada por um estudo de viabilidade técnica e salientou a importância de um novo estaleiro vir para o Ceará, tendo outra localização.
CP/LF

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