Manoel Mariano Souza (PV), prefeito de Barra do Corda, é acusado do desvio de mais de R$ 50 milhões
São Luís Depois de um ano de investigação a Polícia Federal (PF) prendeu, ontem, no Maranhão durante a operação Astiages nove pessoas envolvidas em um esquema que teria desviado e lavado mais de R$ 50 milhões da Prefeitura Municipal de Barra do Corda.
Entre os presos estão dois filhos, um genro e uma nora do prefeito Manoel Mariano Souza (PV), o Nenzim, que, junto com a esposa, também é acusado de envolvimento nos desvios e que até o final da noite de ontem estava foragido.
De acordo com a imprensa maranhense, Nezim sabia que poderia ser preso pela PF e desde a segunda-feira
(31) vinha tentando obter um habeas corpus preventivo e chegou mesmo a visitar a governadora Roseana Sarney (PMDB) junto com o deputado Rigo Teles (PV), que também é seu filho, às vésperas da operação ser desencadeada.
Segundo o superintendente em exercício da PF no Maranhão, Eugênio Ricas, a investigação em cima do esquema de desvio em Barra do Corda começou em fevereiro do ano passado em virtude de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). "O relatório mostrou uma variação patrimonial grande e a partir daí instaurou-se um inquérito para investigar o caso. Ele (prefeito) não tem como explicar a evolução patrimonial gigantesca em tão pouco tempo", afirmou Ricas.
Operação
Mais de cem policiais trabalham na Operação Astiages, que segundo a PF, recebeu esse título em referência a um rei que governou a Pérsia no século V a.C.
Foram apreendidos pela Polícia Federal um helicóptero, um avião, carros de luxo, joias e uma caixa com relógios de luxo.
De acordo com a assessoria da PF, os acusados formam uma organização criminosa, com um núcleo e "laranjas". Somente os dois principais integrantes da quadrilha, de acordo com a PF, movimentaram irregularmente R$ 50 milhões entre 2005 e o ano passado.
Além dos 12 mandados de prisão, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Se condenados pela pena máxima prevista pelos crimes, cada um dos integrantes da organização criminosa pode pegar até 30 anos de prisão.
4 de fevereiro de 2011
Polícia procura prefeito no MA
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário