O conflito chegou ao fim após a Secretaria de Segurança acatar algumas exigências dos detentos
São Luís - Após aproximadamente 28 horas, terminou na tarde de ontem a rebelião no complexo penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, Maranhão. No total, 18 presos foram mortos por rivais. Desses, 15 foram assassinados no presídio São Luís, considerado de segurança máxima do Estado.
Outras três mortes ocorreram na Penitenciária de Pedrinhas, localizada ao lado do presídio, que sofreu uma tentativa de rebelião, segundo o major Diógenes Azevedo, comandante do batalhão de choque da PM e que participou da negociação.
Ao final da rebelião, segundo o major, os cinco reféns que eram mantidos pelos rebelados do presídio foram libertados sem ferimentos.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, de acordo com Azevedo, acatou algumas reivindicações dos presos para encerrar a rebelião.
Os detentos pediram, entre outras coisas, revisão dos processos e transferências para unidades prisionais mais próximas às famílias. Ainda, segundo a secretaria eles teriam reclamado da falta de água nas celas, problema que a administração do presídio negou que exista.
Na segunda-feira (8), os presos haviam entregue nove corpos, três deles decapitados - em troca de alimentos.
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Os presos renderam na segunda-feira o agente penitenciário durante uma revista, tomaram sua arma e iniciaram a rebelião. Baleado na perna e na coluna cervical, o funcionário foi liberado por volta das 11h30 e encaminhado ao hospital. Seu estado de saúde é estável. Os presos foram assassinados por seus próprios companheiros, sendo que três deles foram decapitados.
A Secretaria reforçou a segurança durante a madrugada no presídio para evitar que a violência ultrapassasse os muros. Os detentos estariam com dez celulares e duas armas dentro do presídio.
Segundo o Ministério da Justiça, foram enviados 32 homens da Força Nacional para o Maranhão, sendo 31 da tropa de choque e um negociador. Eles chegaram ao Estado na madrugada desta terça-feira, com o objetivo de tentar conter a rebelião.
Na manhã de ontem, foi iniciado um outro motim, onde foi registrado um tiroteio. Mas, às 10h, o conflito já havia sido controlado em uma das alas.
As autoridades maranhenses atribuíram o motim ao "estado de tensão permanente" entre facções criminosas, que é alimentado pelo problema de "aglomeração" comum à maioria das prisões brasileiras.
O presídio, que tem capacidade para abrigar 220 pessoas, é ocupado por 204 apenados, segundo a SSP.
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