10 de novembro de 2010

Amigos de Bruno mudam versão de crime


No segundo dia de depoimentos, Coxinha e Flávio disseram ter visto Eliza no sítio do goleiro, antes do assassinato

São Paulo - O desempregado Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, foi o segundo amigo do goleiro Bruno Fernandes a mudar a versão que havia informado à Polícia. Ele disse, ontem, à Justiça que viu Eliza Samudio, ex-namorada do jogador, no sítio do atleta antes de seu suposto assassinato.
Souza afirmou, ainda, que não havia revelado a presença de Eliza no local por estar "muito nervoso" após a Polícia dizer que ele poderia ter matado Eliza e cogitado matar seu bebê.
"Eu não estava me encaixando nisso que eles estavam falando que eu estava fazendo. Eu estava com medo de falar", afirmou o réu à juíza Marixa Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, onde ocorreu o segundo dia de depoimentos dos acusados pelo crime.
Ele disse ter visto Eliza pela primeira vez no dia 7 de junho. De acordo com Coxinha, ela estava à beira da piscina com uma canga e a parte de cima do biquíni à mostra. A criança estava no colo. Bruno e outros bebiam cerveja perto. Segundo as investigações, ela foi morta no dia 10.
Pela manhã, o réu Flávio Caetano de Araújo, outro amigo do jogador, também voltou atrás na versão que tinha dado e disse ter visto Eliza no sítio.
Coxinha negou envolvimento nos crimes de que é acusado. Ele disse não estar envolvido em agressões, homicídio e ocultação do cadáver de Eliza.
Ontem, a Justiça ouviu o depoimento de Flávio Caetano de Araújo, que segundo as investigações esteve no sítio do jogador em Esmeraldas (MG), enquanto Eliza era mantida sob cárcere ajudou a esconder o bebê de Eliza quando o desaparecimento da ex-namorada do goleiro começou a ser investigado.
No depoimento, Araújo mudou a versão e disse que viu Eliza no sítio do jogador dois dias antes do suposto assassinato da ex-amante de Bruno.
Hoje, deve ser ouvido Sérgio Rosa Sales, o Camelo (primo de Bruno). A fala dele é a mais aguardada, pois, em seu último depoimento, revelou ter sido torturado pela Polícia para entregar os outros suspeitos de envolvimento no crime.
Ontem, já tinham sido ouvidos Dayanne do Carmo Rodrigues de Souza, mulher do jogador, e Elenilson Vitor da Silva, caseiro do sítio. Durante do depoimento, ela disse ter ouvido que a intenção de Macarrão era matar tanto Eliza quanto seu bebê. O caseiro disse que levou tapas de um policial.
Eliza Samudio afirmava ter tido um filho de Bruno, o que teria motivado o crime, segundo a Polícia. A jovem foi vista pela última vez em junho. A Polícia Civil de Minas concluiu que ela foi assassinada a mando de Bruno e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão.

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