31 de agosto de 2010

Marina defende duas mulheres no 2º turno

Para a candidata, numa democracia ninguém pode se entregar à derrota e nem à vitória antes do tempo

Sertãozinho (SP) - A senadora Marina Silva (AC), candidata à Presidência pelo PV, disse ontem em Sertãozinho (a 350 quilômetros de São Paulo), que se a sociedade brasileira quer mesmo uma mulher no segundo turno deve levar as duas candidatas ao cargo, ela e a petista Dilma Rousseff, para a disputa final. "Estou defendendo o segundo turno e me parece que a sociedade está querendo uma mulher no segundo turno. Se a sociedade quer uma mulher no segundo turno, então vamos botar as duas no segundo turno para que, com tempo igual, as duas possam debater e, depois de 500 anos de história, o Brasil possa decidir qual é a mulher que ele quer ver na Presidência da República. E até tem uma que nem vai mudar o sobrenome que nós hoje temos, porque também é Silva", disse Marina.
A candidata verde, que participou da abertura do 12º Fórum Internacional sobre o Futuro do Álcool, evento da 18ª Feira Nacional Sucroalcooleira (Fenasucro), disse que a eleição presidencial ainda não está decidida, usando uma metáfora do futebol ao estilo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Ainda temos muita bola para correr nesse campo. E na democracia ninguém pode se entregar à derrota antes do tempo e nem à vitória antes do tempo porque quem decide a eleição é o eleitor", afirmou, defendendo o segundo turno como oportunidade para mais discussão sobre o país: "Se a eleição é em dois turnos por que a gente não vai ter a oportunidade de discutir o Brasil duas vezes, de olhar os candidatos duas vezes e poder ver as suas trajetórias duas vezes?" indagou.
De acordo com Marina, os programas eleitorais de seus adversários estão criando "dois mundos de ficção" no qual tudo está resolvido, um azul do tucano José Serra e outro cor de rosa de Dilma.
"Os programas eleitorais estão criando dois mundos de ficção. Em um, que está tudo resolvido, é o mundo azul, que é o mundo do Serra, se ele for eleito. No mundo da Dilma já está tudo praticamente cor de rosa e vai continuar cor de rosa. Estou aqui para dizer que existem muitas cores que precisam ser melhoradas no Brasil", criticou.

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