A Corregedoria da PM diz também que os policiais falsificaram o boletim de ocorrência após atropelamento
Rio de Janeiro. O IPM (Inquérito Policial Militar), que investigou o crime de extorsão por dois policiais militares, concluiu que o pai de Rafael Bussamra, que atropelou e matou Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, praticou corrupção ativa. Já o sargento Marcelo Leal e o cabo Marcelo Bigon do Batalhão do Leblon vão responder por dois crimes militares: corrupção passiva e transgressão disciplinar. A Corregedoria diz que os policiais falsificaram boletim de ocorrência após atropelamento e, por isso, também irão responder por falsidade ideológica.
O IPM destaca que o pai do atropelador teria pago propina de R$ 1 mil para os policiais liberarem o veículo do filho. Os crimes de corrupção ativa e passiva preveem penas de dois a oito anos de prisão. Os PMs também poderão ser expulsos da corporação.
Conforme relatório do localizador GPS do carro da corporação, os militares também "descumpriam ordens já que estavam fora da área de patrulhamento para a qual estavam escalados, para obter vantagem ilícita (propina), após abordarem o atropelador".
De acordo com o inquérito, houve crime militar na ação dos policiais na madrugada do dia 20 de julho e, por isso, eles terão que passar pelo Conselho de Disciplina da corporação, que terá três oficiais na bancada para avaliar a conduta deles.
Os dois militares estão detidos desde o dia 28 no BEP (Batalhão Especial Prisional), em Benfica, zona norte da cidade. A rapidez com que foi concluído o inquérito impediu que os advogados dos policiais pudessem fazer petições de relaxamento da prisão.
Cópias do inquérito da Polícia Militar foram distribuídas para o Ministério Público Militar e para a 1ª Central de Inquéritos do Ministério Público da Justiça comum, por apontar a acusação de corrupção ativa contra Roberto Bussamra.
18 de agosto de 2010
CASO RAFAEL - PM conclui que houve corrupção de policiais
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