13 de julho de 2010

Campanha provoca recesso no Congresso

Levantamento mostra que dez deputados vão disputar governos dos Estados e nove as vagas de deputado estadual

Brasília A campanha eleitoral está nas ruas e os parlamentares se transferiram para os seus Estados provocando um recesso antecipado do Congresso. Dos 513 deputados, 421 (82%) são candidatos à reeleição. Outros 33 (6,4%) buscam uma vaga no Senado. Os dados foram levantados pela Agência Estado com os próprios deputados, com líderes partidários e com assessores dos gabinetes parlamentares.

O levantamento mostra que 10 deputados vão disputar governos nos Estados, 9 vão em busca de uma vaga de deputado estadual, 8 são candidatos a vice em chapas para governos estaduais, 3 estão em vagas de suplente de senador e há ainda os deputados Michel Temer (PMDB-SP) e Índio da Costa (DEM-RJ) candidatos a vice-presidentes da República.

Dos 513 deputados, 27 (5,26%) não vão concorrer a nenhum cargo nestas eleições. Estão neste grupo os deputados Antonio Palocci (PT-SP) e José Eduardo Cardozo (PT-SP), integrantes do comando da campanha da deputada petista, Dilma Rousseff. Em caso de eleição da petista, os dois já são cotados para integrar o primeiro escalão. Nesta semana, oficialmente ainda de trabalhos na Câmara e no Senado, a atividade política será eleitoral. A cúpula petista pretende reunir, hoje, em Brasília, a candidata Dilma com os deputados aliados com a intenção de transformar cada parlamentar em cabo eleitoral.

Sinal Verde

A votação do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) na semana passada deu o sinal verde para a folga dos parlamentares.

Como o Legislativo só entra legalmente em recesso a partir do dia 18, na Câmara, haverá uma pauta formal com três medidas provisórias. Não há, no entanto, perspectiva de votação nas Casas Legislativas.

No Senado, os parlamentares também foram dispensados, impondo um impasse em torno da medida provisória que transformou em ministérios as secretarias de Direitos Humanos, de Política para Mulheres, de Igualdade Racial e dos Portos.

A MP, de número 483, será extinta no dia 4 de agosto, se não for votada até lá. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no entanto, marcou votações apenas na segunda semana do mês.

A MP também criou 190 cargos a serem preenchidos sem concurso público pelo Ministério da Saúde, incluindo os destinados a estrutura da Secretaria Especial de Saúde Indígena, e outros 16 para o Ministério da Integração Nacional.

Michel Temer vai bater o martelo nesta semana com os líderes partidários da Câmara as datas para a realização de sessão de votação nesses próximos meses até as eleições. A ideia é restringir o esforço concentrado em uma semana de agosto, uma terça e uma quarta-feira.

Apesar da debandada dos parlamentares, o presidente do Senado convocou sessão conjunta do Congresso na terça-feira, para promulgar emendas constitucionais aprovadas: a que assegura aos jovens o acesso às garantias constitucionais, e a que muda as regras para o divórcio.

Nenhum comentário: