De acordo com a organização do festival, o Vila São João, que está na sua 4ª edição, abre oportunidade de empregos diretos para cerca de cinco mil pessoas e uma movimentação de R$ 70 mil a R$ 140 mil em negócios em cada bairro visitado
Instalar o som, armar o palco ou vender comidas típicas. Por trás do brilho das quadrilhas que se apresentam durante o Vila São João, existem cerca de cinco mil pessoas que trabalham diretamente para garantir a realização do evento e uma renda a mais nos festejos juninos.
De acordo com a vice-presidente da Federação de Quadrilhas Juninas do Estado do Ceará (Fequajuce), Fátima Freires, existem atualmente cerca de 400 quadrilhas juninas profissionais no Ceará, que participam de 40 a 50 festivais todos os anos. “Nesta época do ano quem trabalha com este tipo de evento consegue emprego garantido e não estou falando apenas dos dançarinos, mas de operadores de som, carregadores, motoristas, repentistas e outros profissionais que atuam na área”, explica Fátima.
Ainda segundo a vice-presidente da Fequajuce, além de gerar empregos, o Vila São João movimenta o comércio local. “A gente acredita que em cada bairro visitado pelo evento seja movimentado de R$ 70 mil a R$ 140 mil em negócios”, explica. Somente nos festejos do bairro Conjunto Ceará cerca de oito mil pessoas participaram por noite, 30 mil nos quatro dias. “Imagina cada um deles comprando um pratinho de comida típica, uma bebida, brincando nas barracas de brincadeiras. Tudo isso é o que movimenta o bairro”, comenta Fátima Freires.
Lucro certo
No Parque Araxá, o evento durou nove dias e recebeu aproximadamente quatro mil pessoas por noite. No comércio montado na praça com barraquinhas típicas de comidas, bebidas e brincadeiras, a movimentação girou em torno de R$ 6,5 mil por barraca durante todo o evento.Entre os barraqueiros que comemoraram a movimentação está o vendedor Antônio Ivanildo dos Santos, que vende comidas típicas há 20 anos.
Na barraca, o sabor de comidas típicas como baião de dois, vatapá e mungunzá garantem um cardápio saboroso para os visitantes e o bolso cheio para o vendedor. “Em algumas noites eu consigo tirar cerca de R$ 600 só com a venda das comidas típicas, sem contar com as bebidas”, comemora.
Ele conta ainda que além do Parque Araxá, o festival percorre outros bairro e até outros municípios com sua barraca de comidas típicas. “Eu acompanho as festas juninas em cidades como Paraipaba, Pentecoste e Paracuru. O retorno é garantido”, explica Antônio Ivonildo.
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