18 de maio de 2010

"Viagra" do Paraguai apreendido em farmácias

Quatro estabelecimentos foram autuados no fim de semana, em Quixadá, durante uma operação da Polícia Civil. O medicamento é proibido no Brasil, mas podia ser encontrado em farmácias. Os proprietários podem ser multados e responder por contrabando

A Polícia Civil desencadeou uma operação para apreensão de contrabando de quatro mil comprimidos de Pramil, conhecido no popular como ``viagra paraguaio``, no último fim de semana, em Quixadá, no Sertão Cearense, a 154 quilômetros de Fortaleza. O medicamento para disfunção erétil é de origem paraguaia e de comercialização proibida no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, era vendido nas farmácias de Quixadá.
De acordo com o titular da Delegacia Regional de Quixadá, delegado Marcos Sandro Nazaré de Lira, os proprietários dos estabelecimentos poderão responder por crime de contrabando, com pena que pode variar de um a quatro anos de prisão, em caso de condenação, além de multa que pode variar de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, segundo a Anvisa.
Apesar da proibição da comercialização no Brasil, o site oficial do medicamento Pramil, disponibiliza a versão em português. Segundo a Polícia, tamanha comodidade é justificada na entrada ilegal do produto em solo brasileiro e revenda em prateleiras de farmácias, principalmente em municípios interioranos.
Conforme a Polícia, os vendedores das farmácias foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a comercialização do Pramil. Após os depoimentos, eles foram liberados. A Polícia segue com as investigações para descobrir a procedência do medicamento. Segundo os primeiros levantamentos, os quatro mil comprimidos podem ter chegado a Quixadá do interior da Paraíba, após uma operação do Ministério Público, no município de Pitimbu, no sul paraibano.

Preço em conta
Apesar dos riscos do uso contínuo do Pramil, que pode inclusive levar o usuário à hemodiálise, de acordo com o alerta da Anvisa, o preço do comprimido do medicamento paraguaio é o principal atrativo para quem não pode pagar pelo Viagra, Cialis ou Levitra, produtos legalmente vendidos no Brasil.
Enquanto um único comprimido das marcas comercializadas no País possui uma média de preço de R$ 20, o paraguaio pode ser adquirido por R$ 1,75. O valor é menor que 10% do preço encontrado nas farmácias brasileiras.

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