O senador Cristovam Buarque lamentou, ontem, na Assembleia Legislativa, a retirada do deputado federal Ciro Gomes (PSB) para campanha à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em outubro próximo. O pedetista classificou como uma "perversidade" a saída do parlamentar cearense.
Cristovam, que, em Brasília, deverá estar na coligação de PT, PSB e PMDB, cujo candidato ao Governo do Distrito Federal é Agnelo Queiroz (PT), também declarou que era melhor o PMDB não estar na composição de vice de Agnelo, devido ao fato de muitos peemedebistas terem feito parte tanto dos governos de Joaquim Roriz (PSC) como José Roberto Arruda (sem partido), envolvidos em escândalos de corrupção.
Perversidade
Sobre a decisão do PSB em apoiar a ministra Dilma Rousseff em detrimento a uma candidatura de Ciro Gomes (PSB), Cristovam fez uma comparação com sua própria situação, dizendo que, no seu caso, foi menos traumático. "No meu caso, não deu para criar expectativa em torno do meu nome, pois, na última eleição eu tive pouco mais de 2,5%, enquanto o Ciro participou de duas eleições, chegou a ter 13% na última eleição que participou, ele foi um candidato importante, eu reconheço que nunca fui um candidato importante. O que fizeram com o Ciro foi uma perversidade", justificou Cristovam Buarque.
Cristovam disse também os fatores que fizeram com que sua candidatura em 2006 não tivesse êxito, como a questão da Educação não garantir voto, o fato do pedetista fazer parte do menor colégio eleitoral do País, no caso, o Distrito Federal (DF). "No meu caso, diferente do Ciro, foi menos traumática, foi logo no começo. O Ciro era para ser candidato, ele tinha o que dizer, tem voto. No meu caso não tem nenhum problema ser candidato, no caso do Ciro se jogou fora uma alternativa que existia", justificou.
Coligação no DF
Indagado sobre o fato de fazer parte de uma coligação, na qual está inserido o PMDB do deputado federal Tadeu Filipelli, cria política do ex-governador Joaquim Roriz (PSC), Cristovam, a princípio, elogiou o fato do peemedebista ter conseguido retirar a força de Roriz. No entanto, teceu observações. "Tem algumas pessoas que ainda estão no PMDB, como a deputada da bolsa (Eurides Brito). Caso fiquem na chapa do PT, vai ser um negócio constrangedor".
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