Levantamento compara características de remuneração de 27 Estados, incluindo o Distrito Federal
Em um ano, a rede estadual cearense de ensino caiu uma posição no ranking nacional de salários iniciais para professores com 40 horas semanais. Atualmente, é o quinto pior entre os 27 Estados. No ano passado, o Ceará ocupou a sexta posição entre as mais baixas remunerações da categoria. Perdeu o posto para Goiás.
De acordo com dados da Secretaria de Educação do Estado (Seduc), o salário inicial é de R$1.327,00 para uma jornada de 40 horas semanais. Para se ter uma ideia, Alagoas paga melhor aos seus docentes em início de carreira do que o Ceará. Lá, a categoria recebe pela mesma carga horária, R$ 2 mil. Já no Estado do Maranhão, o piso é de R$ 2,8 mil.
Os dados fazem parte do levantamento chamado "Análise Comparativa Salarial dos Professores da Rede Estadual no Brasil". A pesquisa foi realizada no início de setembro passado e atualizada agora, por uma parceria entre o Sindicato Associação dos Professores de Estabelecimentos Oficiais do Ceará (Apeoc), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (Cnte) e a Central Única dos Trabalhadores (Cut).
O Distrito Federal ocupa a primeira posição no ranking, com piso de R$ 3.386,00. A hora-aula paga equivale a mais que o dobro da dos cearenses: R$ 21,16 contra R$ 8,29.
No ranking dos mais baixos salários, levando em consideração apenas os estados nordestinos, o Ceará ocupa a quarta posição, ganhando da Paraíba, do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. Docentes do Piauí, de Sergipe, de Alagoas e da Bahia também estão em melhores condições salariais se comparados ao Ceará.
O vice-presidente do Sindicato dos professores e servidores no estado do Ceará (Apeoc), Juscelino Linhares, afirma que o valor social da profissão é incontestável, mas reconhece que a desvalorização afugenta potenciais interessados. "Até mesmo quem disputa o concurso público, quando consegue entrar, já pensa em sair".
Problemas
A diretora jurídica do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), Socorro Silvana, diz que, além dos baixos salários, questões como o estresse e violência dentro da escola adoecem cada vez mais o professor. "A gente que avaliar o todo e o professor é desprestigiado, desrespeitado e sofre desgaste físico e emocional dentro e fora da escola".
A coordenaria de Gestão de Pessoas da Seduc, Marta Emília Vieira Silva, confirma o salário-base do professor da rede estadual, no entanto, diz que a maior parte dos 12.957 efetivos já recebe uma média de R$ 2.240,30 por 40 horas semanais. Além disso, o governo enviou à Assembleia Legislativa, mensagem que eleve de R$ 950 para R$ 1.025,00 a remuneração básica de 200 docentes que possuem apenas o Normal. O salário para jornada de 40 horas, diz ela, melhora à medida em que o professor se capacita. De graduado para especialista, há aumento de 47,75% , pulando do nível 13 para 21 no Plano de Cargos.
Ainda segundo a coordenadora, logo após estágio probatório (três anos), o professor pode ser promovido de acordo com a sua titulação. Isso pode chegar a um aumento de até 40% da sua remuneração.
A remuneração média de professor no último nível com gratificação (40h) é de R$ 3.909,62. A Seduc realiza, no momento, o concurso público para professor da rede estadual para quatro mil vagas com o objetivo de suprir carências definitivas. Os professores vão trabalhar 40horas/semanais. "A iniciativa manterá a rede estadual com mais professores efetivos", informa.
Sobre a mensagem ao legislativo estadual, a Apeoc divulgou nota onde contesta o benefício. De acordo com o sindicato, o governo estadual "continua descumprindo a Lei 11.378.
Em um ano, a rede estadual cearense de ensino caiu uma posição no ranking nacional de salários iniciais para professores com 40 horas semanais. Atualmente, é o quinto pior entre os 27 Estados. No ano passado, o Ceará ocupou a sexta posição entre as mais baixas remunerações da categoria. Perdeu o posto para Goiás.
De acordo com dados da Secretaria de Educação do Estado (Seduc), o salário inicial é de R$1.327,00 para uma jornada de 40 horas semanais. Para se ter uma ideia, Alagoas paga melhor aos seus docentes em início de carreira do que o Ceará. Lá, a categoria recebe pela mesma carga horária, R$ 2 mil. Já no Estado do Maranhão, o piso é de R$ 2,8 mil.
Os dados fazem parte do levantamento chamado "Análise Comparativa Salarial dos Professores da Rede Estadual no Brasil". A pesquisa foi realizada no início de setembro passado e atualizada agora, por uma parceria entre o Sindicato Associação dos Professores de Estabelecimentos Oficiais do Ceará (Apeoc), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (Cnte) e a Central Única dos Trabalhadores (Cut).
O Distrito Federal ocupa a primeira posição no ranking, com piso de R$ 3.386,00. A hora-aula paga equivale a mais que o dobro da dos cearenses: R$ 21,16 contra R$ 8,29.
No ranking dos mais baixos salários, levando em consideração apenas os estados nordestinos, o Ceará ocupa a quarta posição, ganhando da Paraíba, do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. Docentes do Piauí, de Sergipe, de Alagoas e da Bahia também estão em melhores condições salariais se comparados ao Ceará.
O vice-presidente do Sindicato dos professores e servidores no estado do Ceará (Apeoc), Juscelino Linhares, afirma que o valor social da profissão é incontestável, mas reconhece que a desvalorização afugenta potenciais interessados. "Até mesmo quem disputa o concurso público, quando consegue entrar, já pensa em sair".
Problemas
A diretora jurídica do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), Socorro Silvana, diz que, além dos baixos salários, questões como o estresse e violência dentro da escola adoecem cada vez mais o professor. "A gente que avaliar o todo e o professor é desprestigiado, desrespeitado e sofre desgaste físico e emocional dentro e fora da escola".
A coordenaria de Gestão de Pessoas da Seduc, Marta Emília Vieira Silva, confirma o salário-base do professor da rede estadual, no entanto, diz que a maior parte dos 12.957 efetivos já recebe uma média de R$ 2.240,30 por 40 horas semanais. Além disso, o governo enviou à Assembleia Legislativa, mensagem que eleve de R$ 950 para R$ 1.025,00 a remuneração básica de 200 docentes que possuem apenas o Normal. O salário para jornada de 40 horas, diz ela, melhora à medida em que o professor se capacita. De graduado para especialista, há aumento de 47,75% , pulando do nível 13 para 21 no Plano de Cargos.
Ainda segundo a coordenadora, logo após estágio probatório (três anos), o professor pode ser promovido de acordo com a sua titulação. Isso pode chegar a um aumento de até 40% da sua remuneração.
A remuneração média de professor no último nível com gratificação (40h) é de R$ 3.909,62. A Seduc realiza, no momento, o concurso público para professor da rede estadual para quatro mil vagas com o objetivo de suprir carências definitivas. Os professores vão trabalhar 40horas/semanais. "A iniciativa manterá a rede estadual com mais professores efetivos", informa.
Sobre a mensagem ao legislativo estadual, a Apeoc divulgou nota onde contesta o benefício. De acordo com o sindicato, o governo estadual "continua descumprindo a Lei 11.378.
LÊDA GONÇALVES
REPÓRTER
Nenhum comentário:
Postar um comentário