4 de abril de 2010

Ataque mata 25 pessoas no Iraque

Atiradores usando uniformes militares iraquianos mataram 25 pessoas durante a madrugada de ontem na vila de Sufiya ao sul de Bagdá, capital iraquiana.
Os atiradores estavam disfarçados de soldados e teriam invadido casas para matar dissidentes que passaram a apoiar a ocupação norte-americana. Cinco mulheres e algumas crianças estão entre os mortos, pertencentes à facção Sahwa, ou "Conselhos Despertos", nome usado pelos sunitas para identificar aqueles que se revoltaram contra a Al-Qaeda entre 2006 e 2007. Eles também são conhecidos como "Filhos do Iraque".
"Pelo menos sete pessoas foram deixadas vivas", afirmou o general Qassim al-Moussawi, porta-voz de segurança. Segundo al-Moussawi, algumas das vítimas eram membros das forças de segurança do Iraque, enquanto outros faziam parte do "Filhos do Iraque".
Um líder dessa facção, Mustafa Kamel, afirmou que o ataque começou no fim da noite da última sexta-feira em uma vila na área de Arab Jabour, a 25 km ao sul de Bagdá. A vila reúne zonas industriais, bairros e fazendas. Um oficial do Ministério do Interior do Iraque confirmou o ataque na manhã de ontem, mas pediu para permanecer no anonimato.
Muitos dos "Filhos do Iraque" são ex-insurgentes que passaram a apoiar os americanos contra a Al-Qaeda. O número de dissidentes é avaliado em 100 mil, todos recebendo salários das tropas americanas em torno de US$ 300.
A violência tem diminuído de significantemente na região nos últimos dois anos, mas oficiais de segurança iraquianos alertaram para o possível aumento de ataques devido a tensão que envolvem as eleições para o parlamento iraquiano, realizadas em 7 de março. O pleito não produziu vencedor claro e as negociações para formar um novo governo vem aumentado a instabilidade no país.

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