Após os escândalos envolvendo lideranças do DEM, o partido agora defende uma chapa "puro-sangue" do PSDB
Depois da queda do governador José Serra (PSDB-SP) na pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial, a oposição deflagrou movimento para pressionar o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), a disputar o Palácio do Planalto como vice na chapa do tucano. DEM e PPS estão dispostos a conversar com Aécio e o PSDB na tentativa de convencer o governador mineiro a integrar uma chapa "puro- sangue", o que na avaliação da oposição pode conter o crescimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT.
O deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) disse que vai conversar com Aécio nesta quinta-feira para reiterar a posição do partido favorável ao lançamento da chapa puro sangue. "Nós do Democratas acreditamos que está é a melhor chapa da oposição na disputa presidencial.
Agora, temos de convencer o governador Aécio Neves. Vamos aproveitar as homenagens a Tancredo Neves para conversar mais uma vez com ele", afirmou. O entendimento do deputado expressa o sentimento da cúpula do DEM, favorável à chapa puro-sangue.
Depois que o governador afastado do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido) foi descartado para a chapa de Serra em consequência da crise que atingiu o DF - e resultou na sua prisão - muitos democratas passaram a defender a tese da chapa composta apenas por integrantes do PSDB.
Além do DEM, o PPS se mobiliza para aprovar manifesto em favor da chapa Serra-Aécio nas eleições de outubro. No manifesto, o PPS afirma que vem defendendo Serra para presidente e Aécio para vice desde o início das articulações para a disputa presidencial.
A reportagem apurou que o crescimento de Dilma nas pesquisas fez acender um sinal de alerta nos partidos que apoiam o PSDB na corrida presidencial. Embora oficialmente os tucanos adotem o discurso de que Serra ainda não é candidato e terá chances de crescer até outubro, nos bastidores reconhecem que a demora na definição da candidatura pode trazer prejuízos na disputa.Aécio anunciou no fim do ano passado que, diante da indefinição do partido em escolher o candidato ao Palácio do Planalto, retirava o seu nome da corrida presidencial, o que forçou Serra a se definir como candidato.
O governador, porém, vem reafirmando que ainda não definiu se será o nome do PSDB na corrida presidencial.
Como termina no início de abril o prazo para que candidatos deixem os cargos no Executivo, Serra terá que definir sua situação até o final deste mês.
Pressão
Dentro do PSDB, há pressão para que o governador decida o seu destino político. O presidente do partido, Sérgio Guerra (PE), já declarou que Serra anunciará sua pré-candidatura em março, mesmo com as negativas públicas do governador.
BASTIDORES
Bloco pró-Ciro vai a Dilma
O presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva, disse ontem que o bloco dos nove partidos dispostos a apoiar a eventual candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo de São Paulo deverá se reunir nos próximos dias com a coordenação da campanha da pré-candidata petista à Presidência da República, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
De acordo com o petista, em pauta estará como poderá ser a atuação dos partidos (PSB, PT, PDT, PC do B, PTC, PRB, PSC, PTN e PT do B) na construção de um palanque forte para a ministra no Estado. A data para o encontro ainda não foi marcada. "As pesquisas mostram uma tendência grande de crescimento da ministra Dilma. Então, precisamos estar preparados para dar apoio a essa candidatura aqui no Estado", disse Edinho, que ontem à tarde participou de uma reunião, na sede do PC do B, com cinco dos nove partidos que integram o grupo.
Além da reunião com a coordenação de Dilma, os partidos também voltaram a discutir como convencer Ciro Gomes a abandonar a disputa à Presidência e concorrer ao governo de São Paulo.
Uma conversa entre o socialista e os partidos que o apoiam em São Paulo está marcada para acontecer ainda na primeira quinzena deste mês.
Segundo o petista, quanto mais se cristaliza uma polarização entre PSDB e PT na disputa pelo Palácio do Planalto, mais fica provado que "quem está fora dessa polarização terá uma margem de crescimento muito pequena no decorrer da campanha." Pesquisa Datafolha divulgada segunda aponta uma estagnação nos índices de Ciro Gomes e de Marina Silva (PV-AC) na corrida à Presidência.
Conforme a pesquisa, Ciro tinha 13% em dezembro. Agora, fica com 12%, mesmo depois de voltar a se expor em programa na TV. Já Marina aparece com os mesmos 8% da última pesquisa.
Entretanto, Edinho Silva afirma que os números apontados pela pesquisa não serão usados para tentar convencer Ciro a entrar na disputa pelo governo de São Paulo.
"O Ciro é um cara inteligente. Não precisamos usar desse discurso para convencê-lo. Ele vai saber decidir o que é melhor para todos, já que o grande objetivo é o âmbito nacional ", afirmou o dirigente.
Depois da queda do governador José Serra (PSDB-SP) na pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial, a oposição deflagrou movimento para pressionar o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), a disputar o Palácio do Planalto como vice na chapa do tucano. DEM e PPS estão dispostos a conversar com Aécio e o PSDB na tentativa de convencer o governador mineiro a integrar uma chapa "puro- sangue", o que na avaliação da oposição pode conter o crescimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT.
O deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) disse que vai conversar com Aécio nesta quinta-feira para reiterar a posição do partido favorável ao lançamento da chapa puro sangue. "Nós do Democratas acreditamos que está é a melhor chapa da oposição na disputa presidencial.
Agora, temos de convencer o governador Aécio Neves. Vamos aproveitar as homenagens a Tancredo Neves para conversar mais uma vez com ele", afirmou. O entendimento do deputado expressa o sentimento da cúpula do DEM, favorável à chapa puro-sangue.
Depois que o governador afastado do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido) foi descartado para a chapa de Serra em consequência da crise que atingiu o DF - e resultou na sua prisão - muitos democratas passaram a defender a tese da chapa composta apenas por integrantes do PSDB.
Além do DEM, o PPS se mobiliza para aprovar manifesto em favor da chapa Serra-Aécio nas eleições de outubro. No manifesto, o PPS afirma que vem defendendo Serra para presidente e Aécio para vice desde o início das articulações para a disputa presidencial.
A reportagem apurou que o crescimento de Dilma nas pesquisas fez acender um sinal de alerta nos partidos que apoiam o PSDB na corrida presidencial. Embora oficialmente os tucanos adotem o discurso de que Serra ainda não é candidato e terá chances de crescer até outubro, nos bastidores reconhecem que a demora na definição da candidatura pode trazer prejuízos na disputa.Aécio anunciou no fim do ano passado que, diante da indefinição do partido em escolher o candidato ao Palácio do Planalto, retirava o seu nome da corrida presidencial, o que forçou Serra a se definir como candidato.
O governador, porém, vem reafirmando que ainda não definiu se será o nome do PSDB na corrida presidencial.
Como termina no início de abril o prazo para que candidatos deixem os cargos no Executivo, Serra terá que definir sua situação até o final deste mês.
Pressão
Dentro do PSDB, há pressão para que o governador decida o seu destino político. O presidente do partido, Sérgio Guerra (PE), já declarou que Serra anunciará sua pré-candidatura em março, mesmo com as negativas públicas do governador.
BASTIDORES
Bloco pró-Ciro vai a Dilma
O presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva, disse ontem que o bloco dos nove partidos dispostos a apoiar a eventual candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo de São Paulo deverá se reunir nos próximos dias com a coordenação da campanha da pré-candidata petista à Presidência da República, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
De acordo com o petista, em pauta estará como poderá ser a atuação dos partidos (PSB, PT, PDT, PC do B, PTC, PRB, PSC, PTN e PT do B) na construção de um palanque forte para a ministra no Estado. A data para o encontro ainda não foi marcada. "As pesquisas mostram uma tendência grande de crescimento da ministra Dilma. Então, precisamos estar preparados para dar apoio a essa candidatura aqui no Estado", disse Edinho, que ontem à tarde participou de uma reunião, na sede do PC do B, com cinco dos nove partidos que integram o grupo.
Além da reunião com a coordenação de Dilma, os partidos também voltaram a discutir como convencer Ciro Gomes a abandonar a disputa à Presidência e concorrer ao governo de São Paulo.
Uma conversa entre o socialista e os partidos que o apoiam em São Paulo está marcada para acontecer ainda na primeira quinzena deste mês.
Segundo o petista, quanto mais se cristaliza uma polarização entre PSDB e PT na disputa pelo Palácio do Planalto, mais fica provado que "quem está fora dessa polarização terá uma margem de crescimento muito pequena no decorrer da campanha." Pesquisa Datafolha divulgada segunda aponta uma estagnação nos índices de Ciro Gomes e de Marina Silva (PV-AC) na corrida à Presidência.
Conforme a pesquisa, Ciro tinha 13% em dezembro. Agora, fica com 12%, mesmo depois de voltar a se expor em programa na TV. Já Marina aparece com os mesmos 8% da última pesquisa.
Entretanto, Edinho Silva afirma que os números apontados pela pesquisa não serão usados para tentar convencer Ciro a entrar na disputa pelo governo de São Paulo.
"O Ciro é um cara inteligente. Não precisamos usar desse discurso para convencê-lo. Ele vai saber decidir o que é melhor para todos, já que o grande objetivo é o âmbito nacional ", afirmou o dirigente.
FONTE DN
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