Fortes temporais mataram, pelo menos, 51 pessoas no país; governo pedirá ajuda à União Europeia
Paris. O governo da França declarou, ontem, catástrofe natural no país, depois das fortes tempestades do último fim de semana que mataram, pelo menos, 51 pessoas. A medida irá possibilitar às vítimas solicitarem compensação e facilitar a liberação de pedidos de seguro contra inundação.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, visitou ontem as regiões mais afetadas pelos temporais. Ele anunciou que irá solicitar ajuda da União Europeia (UE) para a região.
Sarkozy visitou a cidade costeira de l´Aiguillon-sur-mer, a mais afetada no país, onde 25 corpos foram resgatados depois que um dique se rompeu, causando enchentes e surpreendendo moradores que dormiam.
O presidente afirmou que haveria uma análise detalhada das causas do desastre, um plano para reforçar os diques do mar e de ajuda de emergência para os agricultores.
O desastre fez com que fossem levantadas questões sobre a necessidade de criar regras para construções na costa e sobre a segurança das barragens do mar, mas com o número de mortos subindo, o presidente disso que é muito cedo para tirar conclusões. "Há pessoas mortas, desaparecidas, e nós devemos a elas a nossa compaixão", afirmou o presidente. "Este não é o momento de iniciar polêmicas", acrescentou.
Na parte central do litoral oeste do país, o temporal, com ventos próximos a 150 km/h, coincidiu com uma maré alta que inundou várias áreas.
A tempestade já é considerada uma das mais violentas dos últimos anos e foi motivo de uma reunião urgente do governo em Paris para tratar da situação. O fenômeno praticamente já deixou o território francês e parte em direção à Alemanha.
Em outros países da Europa também foram registradas mortes. Em toda a Europa, são 62 mortes pelas chuvas. Na Espanha, a tempestade Xynthia deixou três mortos. Na Alemanha, um homem morreu e sua mulher ficou ferida.
2 de março de 2010
Catástrofe natural na França
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