Para Lula, seria uma coisa descabida imaginar que um presidente fosse pedir licença para fazer campanha
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou veementemente ontem que pretenda se licenciar do cargo para participar da campanha da pré-candidata do PT, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. Em entrevista às rádios Emissora Rural AM e Juazeiro AM, na cidade de Juazeiro, norte baiano, Lula tachou de "mentirosas" as informações que dariam conta do seu afastamento.
Ele esteve em Juazeiro para participar do lançamento da 1ª etapa da obra de implantação de perímetro de irrigação, que faz parte do Projeto Salitre, no valor de R$ 251,5 milhões.
Segundo Lula, "seria uma coisa descabida imaginar que um presidente da República fosse pedir licença do cargo mais importante do Brasil para fazer campanha", sobretudo sem poder contar com a substituição pelo vice-presidente, já que José Alencar também concorrerá nas eleições deste ano.
"Não teria cabimento, não teria lógica, seria uma coisa vista, eu diria, de forma irresponsável com o mandato que me foi dado pelo povo brasileiro", sustentou. No entendimento de Lula, "achar que eu me afastando posso ajudar mais um candidato do que estando na presidência, seria também diminuir um mandato". Ele continuou dizendo que, se fosse assim, quem não tem mandato teria mais força do que ele (Lula), que tem mandato.
Lula criticou a publicação da matéria, dando conta do seu afastamento, dizendo que "a mentira foi contada ontem, e hoje tentam dar uma repercussão da mentira que eles contaram, tentando justificar o injustificável". Disse que já aprendeu a lidar com esse tipo de situação, sem ficar nervoso. "Estou convencido, aos 64 anos, de barba branca, de que para o jornalista que age de má fé a melhor resposta é o seu ouvinte, o telespectador e o seu leitor".
6 de março de 2010
Lula: as notícias são mentirosas
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