13 de março de 2010

Ar-condicionado some das prateleiras

Neste período de muito calor, os aparelhos de ar-condicionado e ventiladores estão sumindo das prateleiras das lojas de eletrodomésticos. Lojistas afirmam que nunca tinham visto tamanha procura pelos produtos no comércio de Fortaleza

Vendas de  ar-condicionado e ventiladores crescem até 50% na Capital (Foto: BANCO DE DADOS)

O calor de rachar dos últimos meses ``derreteu`` os estoques de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado das lojas de Fortaleza. A procura por um alívio contra as temperaturas fez os consumidores partirem para as compras e o resultado está estampado nas prateleiras do comércio.
Quem quiser adquirir um ar-condicionado acima de 7,5 mil BTUs & unidade que define a capacidade térmica do aparelho & precisa ter paciência. ``Há um mês não temos o produto para os clientes. A procura está grande demais. Estamos esperando novo carregamento por estes dias. As vendas dobraram e não tivemos como segurar os estoques``, detalhou o gerente da loja Carrossel, no Centro da Cidade, Luciano Carvalho.
Nas Lojas Maia, a situação não é diferente. O gerente da unidade no Centro, Meri Miranda, conta que a procura por aparelhos de ar refrigerado e ventiladores pegou os fornecedores de surpresa. ``Alguns produtos estão em falta e estamos recorrendo a outros fabricantes. Crescemos de 10 a 15% no faturamento``, afirmou.

Surpresa
O problema está mais evidente nos aparelhos de ar-condicionado. O gerente da filial da Rabelo, Moura Castro, avalia que somente na segunda quinzena de março o abastecimento deve ser amenizado, mas não normalizado. ``Nunca vimos nada parecido. A procura está muito grande, cresceu em até 50%``, analisou.
Gerente da Loja Liliane, Edileuda de Souza afirma que o assédio da população é tamanho que basta o produto chegar à loja para ser vendido. ``Somente hoje, até às 11h da manhã, vendemos cinco aparelhos``, conta. Ela quantifica que 40% das vendas sejam apenas de condicionadores de ar.
Apesar do sumiço dos produtos nos estoques, os lojistas garantem que os preços não foram alterados. Pelo menos com os aparelhos de ar-condicionado. Elisabeth Rodrigues, gerente da Inovar, no bairro Dionísio Torres, garante que a procura gerou promoções. ``Reduzimos o preço e a procura triplicou. Só teremos estoque cheio em abril``, disse.
Porém, Elizabeth confirma que o preço dos ventiladores chegou a dobrar e os consumidores perceberam. A advogada Vanda Maria de Lima procurava um aparelho ontem pela manhã, no Centro, e ainda não havia encontrado. Ela tinha consciência que iria pagar mais caro pelo produto. ``Com o calor que está fazendo é bem provável que o valor estará mais quente também``, brincou.

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