Cecília Pereira Queiroz Gomes, 26, foi baleada dentro do escritório onde trabalhava há dois anos e morreu no IJF
Uma tentativa de assalto à central de vendas e escritório do Cemitério Jardim do Éden, localizada na Rua Barão do Rio Branco, no Centro da Capital, terminou com a morte da auxiliar de escritório Cecília Pereira Queiroz Gomes, 26. A funcionária do estabelecimento foi baleada no tórax em um tiroteio entre o assaltante e um homem não identificado pela Polícia (supostamente um dos proprietários), que estava dentro da loja. Cecília morreu quando recebia atendimento na emergência no Instituto Doutor José Frota (IJF).
Segundo a Polícia, durante a troca de tiros, o acusado do assalto, Harison Rui Freitas de Oliveira, 28, foi atingido na perna, no braço e nas nádegas. Ele foi levado para o IJF e, conforme informações da Assessoria de Imprensa do hospital, seu estado de saúde é estável. O acusado foi autuado em flagrante no 34º DP (Centro), por latrocínio (roubo seguido de morte).
De acordo com o major PM Frederico Gadelha, supervisor de policiamento da Capital, o sistema de câmeras do escritório do cemitério registrou parte da ação do bandido. "Ele entrou na loja de boné, segurando uma bolsa de notebook, falando ao celular e fingindo ser um cliente. Quando a atendente sentou, ele sacou o revólver e anunciou o assalto, depois levou todos para outra sala".
O oficial afirmou que as imagens registram até o momento em que o assaltante mandou os funcionários ficarem de costas para a parede, se dirigiu até a central de controle das imagens e danificou os fios.
"A partir daí, temos relatos de testemunhas de que ele roubou os pertences de todos, inclusive o dinheiro do caixa e se dirigiu para a saída. Antes de sair, acabou baleado por uma pessoa que estava dentro da loja, revidou e efetuou vários disparos, um deles, atingiu a funcionária", disse Gadelha.
Os proprietários do escritório evitaram conversar com os jornalistas. No 34º DP, onde a ocorrência está sendo apurada, a delegada-adjunta, Rebeca Nóbrega, disse que não iria atender a Imprensa. O advogado do Cemitério Jardim do Éden afirmou que "o proprietário agiu em auto-defesa".
A patrulha do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), comandada pelo cabo PM Eduardo Elói, foi a primeira a chegar ao local do crime. Segundo o relato do militar, o assaltante agonizava com um revólver calibre 38 na mão, que foi devidamente apreendido.
Conforme o PM, "a funcionária disse que estava passando mal, mas até então ninguém sabia que ela havia sido baleada, porque não tinha mancha de sangue em sua roupa". Cecília Pereira Queiroz Gomes foi levada para o IJF, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil vai investigar se o tiro que atingiu a funcionária saiu da arma do assaltante ou do proprietário do escritório.
PROTAGONISTA
Antecedentes
Harison Rui Freitas de Oliveira
Segundo a Polícia, o acusado já foi preso várias vezes. Harison responde a quatro inquéritos, por furto, dano, receptação e assalto. Além desses crimes, agora ele vai responder por latrocínio (roubo seguido de morte)
EMERSON RODRIGUES
REPÓRTER
Nenhum comentário:
Postar um comentário