Dois dias após a recondução de Michel Temer ao comando nacional do PMDB, o deputado Eunício Oliveira coloca o PT contra a parede e tenta barrar ambições da sigla
Elevando como nunca o tom do discurso, o deputado federal Eunício Oliveira (PMDB) foi taxativo: nas próximas eleições, o PT do Ceará precisará optar entre o posto de vice do governador Cid Gomes (PSB) e uma das duas vagas ao Senado. Para justificar o ultimato, o peemedebista se utilizou de números. Atualmente, o PMDB possui cinco deputados federais, 11 deputados estaduais e 37 prefeitos. Enquanto o PT cearense é representado por três deputados federais, quatro estaduais e tem 15 prefeituras. ``E, em 2010, (o PT) ainda vai querer duas vagas (na chapa majoritária)? Aí vamos dizer que o PMDB tem direto de reclamar. Não dá para quem tem um metro e meio querer ter três metros``, declarou.
A postura mais ofensiva de Eunício vem à tona dois dias após a recondução do deputado federal Michel Temer ao comando nacional do PMDB. Apesar de garantir que a permanência do aliado no comando da sigla não terá reflexos locais, o parlamentar cearense exige que os anseios políticos do PT sejam proporcionais ao seu tamanho. Ele argumenta ainda que o PMDB fica satisfeito com a conquista de uma vaga ao Senado.
``Em 2006, mesmo o PMDB sendo maior que o PT, ficamos de fora da disputa pelo Senado. Em 2008, o PMDB era ainda maior e ficou de fora da disputa pela Prefeitura de Fortaleza. Em 2010, a única coisa que o PMDB quer é uma vaga para senador. Se alguém tem direto a duas vagas seria o PMDB, dentro dessa lógica``, expôs o parlamentar. Em seguida, Eunício questiona: ``Será que o PMDB não vale nada? Só serve pra apoiar?``
Mesmo com a cobrança, o deputado reitera que não apresentou nenhum veto ao nome do ministro da Previdência, José Pimentel (PT), na disputa por uma das duas vagas ao Senado que serão abertas em outubro.
No entanto, ressalta que essa decisão caberá ao governador Cid Gomes (PSB). ``Se o governador achar que o PT tem direito a duas vagas (vice e Senado), o PMDB não vai ficar feliz com isso, mas vai cumprir``, ponderou. Até o momento, Cid admite que seu único compromisso é com Eunício, para o Senado.
Em resposta ao peemedebista, o deputado federal José Guimarães (PT) disse que ``não irá fomentar brigas nesses termo``. E defende que o desejo do PT de ter a vice de Cid e uma vaga do Senado não é um ``problema de direito, mas de construção política``. Guimarães também pediu calma a Eunício. ``Coisas açodadas não dão certo. O momento exige cuidados especiais``, salientou.
A postura mais ofensiva de Eunício vem à tona dois dias após a recondução do deputado federal Michel Temer ao comando nacional do PMDB. Apesar de garantir que a permanência do aliado no comando da sigla não terá reflexos locais, o parlamentar cearense exige que os anseios políticos do PT sejam proporcionais ao seu tamanho. Ele argumenta ainda que o PMDB fica satisfeito com a conquista de uma vaga ao Senado.
``Em 2006, mesmo o PMDB sendo maior que o PT, ficamos de fora da disputa pelo Senado. Em 2008, o PMDB era ainda maior e ficou de fora da disputa pela Prefeitura de Fortaleza. Em 2010, a única coisa que o PMDB quer é uma vaga para senador. Se alguém tem direto a duas vagas seria o PMDB, dentro dessa lógica``, expôs o parlamentar. Em seguida, Eunício questiona: ``Será que o PMDB não vale nada? Só serve pra apoiar?``
Mesmo com a cobrança, o deputado reitera que não apresentou nenhum veto ao nome do ministro da Previdência, José Pimentel (PT), na disputa por uma das duas vagas ao Senado que serão abertas em outubro.
No entanto, ressalta que essa decisão caberá ao governador Cid Gomes (PSB). ``Se o governador achar que o PT tem direito a duas vagas (vice e Senado), o PMDB não vai ficar feliz com isso, mas vai cumprir``, ponderou. Até o momento, Cid admite que seu único compromisso é com Eunício, para o Senado.
Em resposta ao peemedebista, o deputado federal José Guimarães (PT) disse que ``não irá fomentar brigas nesses termo``. E defende que o desejo do PT de ter a vice de Cid e uma vaga do Senado não é um ``problema de direito, mas de construção política``. Guimarães também pediu calma a Eunício. ``Coisas açodadas não dão certo. O momento exige cuidados especiais``, salientou.
fonte o povo

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