A possibilidade de ter um estaleiro no Titanzinho é assunto recorrente nas conversas da população local. A falta de certeza sobre os efeitos do empreendimento motiva a desconfiança de muitos, enquanto outros acreditam que possibilitará desenvolvimento
Dimas dos Santos, 38, pede para não ser fotografado. Empregado de uma empresa de gás, ele tem uma tese sobre a implantação do estaleiro no Titanzinho. ``É igual cartão de crédito e namoro. No começo, é tudo maravilhoso, promete tudo. Do meio pro fim, vira uma dor de cabeça danada``, compara.
Ele é contra a instalação do estaleiro na praia do Titanzinho, projeto defendido pelo governador Cid Gomes (PSB), mas refutado pela prefeita Luizianne Lins (PT).
Para Dimas, bastou o assunto entrar na mídia e já há políticos circulando pela região. ``Depois que eles conseguirem, desaparecem``, comenta. O principal motivo para ser contra é por causa das dúvidas sobre o projeto. ``Dizem que não vão tirar a gente daqui, mas será mesmo?``
A dúvida impera entre os moradores da região. Nas mercearias, nos bares e nas calçadas do Titanzinho, a conversa volta e meia cai no mesmo ponto: o estaleiro vai gerar emprego mesmo? O povo daqui tem condições de trabalhar nessa indústria? Vai acabar com a pesca? Vão colocar um muro barrando o vento? Alguém vai perder sua casa? São perguntas recorrentes entre a população.
``Esse barulho todo é porque a população não está informada``, sintetiza o pintor Cosmo do Nascimento, 42. O desgaste, na sua opinião, poderia ser evitado se houvesse uma reunião com a população, para tirar as dúvidas. Mesmo assim, ele já tem opinião formada: ``se for para o bem da população, se for trazer empregos, pra mim, já era para estar construindo. Eu vou ser contra o que é bom pra mim, meu patrão?``
Da mesma opinião é o taxista Luís Moura, 48. Ele avalia o estaleiro como um benefício de toda a região, pela geração de renda e empregos. ``Eu creio que toda pessoa um pouquinho mais inteligente é a favor desse projeto``, argumenta.
Pelo turismo
Já João Bosco, 41, conhecido como Fera, é contrário à indústria. Professor de uma escolinha de surfe, ele é um dos principais militantes contrários ao estaleiro. ``O estaleiro é passageiro, o turismo é permanente``, pondera. Para ele, o sonho de parte dos moradores é incentivar o turismo. E lembra que empreendimentos da indústria naval funcionam por contratos e demandas, e por isso, o estaleiro pode ser temporário. ``Várias indústrias no mundo fecharam``, diz.
Ele diz que o estaleiro pode acabar com o surfe e a pesca na região. ``Com o turismo, essas atividades seriam eternas``, ressalta. Fera reconhece que nem todos são contrários à ação do governo, mas diz que, com outras associações e entidades, fará um trabalho de conversar com a população para buscar mais adeptos contra o empreendimento.
Ele é contra a instalação do estaleiro na praia do Titanzinho, projeto defendido pelo governador Cid Gomes (PSB), mas refutado pela prefeita Luizianne Lins (PT).
Para Dimas, bastou o assunto entrar na mídia e já há políticos circulando pela região. ``Depois que eles conseguirem, desaparecem``, comenta. O principal motivo para ser contra é por causa das dúvidas sobre o projeto. ``Dizem que não vão tirar a gente daqui, mas será mesmo?``
A dúvida impera entre os moradores da região. Nas mercearias, nos bares e nas calçadas do Titanzinho, a conversa volta e meia cai no mesmo ponto: o estaleiro vai gerar emprego mesmo? O povo daqui tem condições de trabalhar nessa indústria? Vai acabar com a pesca? Vão colocar um muro barrando o vento? Alguém vai perder sua casa? São perguntas recorrentes entre a população.
``Esse barulho todo é porque a população não está informada``, sintetiza o pintor Cosmo do Nascimento, 42. O desgaste, na sua opinião, poderia ser evitado se houvesse uma reunião com a população, para tirar as dúvidas. Mesmo assim, ele já tem opinião formada: ``se for para o bem da população, se for trazer empregos, pra mim, já era para estar construindo. Eu vou ser contra o que é bom pra mim, meu patrão?``
Da mesma opinião é o taxista Luís Moura, 48. Ele avalia o estaleiro como um benefício de toda a região, pela geração de renda e empregos. ``Eu creio que toda pessoa um pouquinho mais inteligente é a favor desse projeto``, argumenta.
Pelo turismo
Já João Bosco, 41, conhecido como Fera, é contrário à indústria. Professor de uma escolinha de surfe, ele é um dos principais militantes contrários ao estaleiro. ``O estaleiro é passageiro, o turismo é permanente``, pondera. Para ele, o sonho de parte dos moradores é incentivar o turismo. E lembra que empreendimentos da indústria naval funcionam por contratos e demandas, e por isso, o estaleiro pode ser temporário. ``Várias indústrias no mundo fecharam``, diz.
Ele diz que o estaleiro pode acabar com o surfe e a pesca na região. ``Com o turismo, essas atividades seriam eternas``, ressalta. Fera reconhece que nem todos são contrários à ação do governo, mas diz que, com outras associações e entidades, fará um trabalho de conversar com a população para buscar mais adeptos contra o empreendimento.

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