18 de fevereiro de 2010

Congresso do PT vai aclamar Dilma


A aclamação de Dilma como candidata do PT ocorrerá no sábado, dia marcado para seu pronunciamento

Com o slogan "O Brasil é nossa bandeira", o PT inicia hoje o seu 4.º Congresso Nacional, em Brasília, para sacramentar a candidatura da ministrachefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aprovar as diretrizes que vão nortear o programa de governo e definir a política de alianças da campanha. No discurso preparado sob medida para aceitar a "herança bendita", Dilma vai enaltecer as obras do governo Lula e a necessidade de preservar o modelo econômico, como faz a nova versão de sua plataforma, retocada a pedido do governo.
A aclamação de Dilma como candidata ocorrerá no sábado, dia marcado para o seu pronunciamento no megaencontro petista. Em tom emocional, a chefe da Casa Civil dirigirá afagos ao PT e pedirá o apoio do partido para enfrentar o desafio histórico, considerado maior do que ela pode enfrentar sozinha, de substituir Lula na chapa.
Nos 30 anos do PT, esta será a primeira eleição presidencial disputada pela sigla sem o nome dele na cédula de votação.
Tudo foi planejado para a ministra encarnar o pós Lula e se declarar portadora da energia do presidente, dando continuidade à sua missão. Ela citará eixos do plano de governo, intitulado "A Grande Transformação", como educação, saúde, segurança, grandes cidades e juventude. O documento incorporou trechos inteiros de referências à importância da estabilidade econômica na era Lula e numa eventual gestão Dilma.
Na prática, os ajustes no tom do programa ocorreram depois que o texto passou pelo crivo do Palácio do Planalto.
A última versão, que será votada amanhã pelo Congresso do PT, prega o fortalecimento das empresas estatais e das políticas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNB e BASA para o setor produtivo. O novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, lembrou que o programa final da ministra somente será fechado após receber contribuições dos partidos aliados.

DN

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