20 de janeiro de 2010

Disputa em SP: Lula quer convencer Ciro


O presidente Lula gostaria de ver Ciro liderando um bloco de oposição aos tucanos em São Paulo neste ano

São Paulo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a pedido do PT, vai conversar com Ciro Gomes (PSB-CE) até o final deste mês para ambos decidirem se o deputado federal aceita ou não concorrer ao governo paulista e, em caso positivo, antecipar o anúncio da pré-candidatura.
O PT-SP entende que, se Ciro declinar do desafio, pode não haver tempo suficiente para a "construção" de uma candidatura que possibilite Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidente, ter um palanque forte no mais populoso Estado. No final de 2009, ficara acertado que o parlamentar teria até março para a resposta.
Antonio Palocci, deputado federal e ex-ministro da Fazenda, informou a direção da sigla no Estado que está mais próximo de participar da coordenação da campanha de Dilma Rousseff a presidente.
Dessa forma, no caso de um "não" de Ciro, o partido não teria condições de iniciar a corrida em fevereiro com um nome pouco conhecido do eleitor e com desempenho magro nas pesquisas, como o do prefeito de Osasco, Emidio de Souza, ou o do ministro da Educação de Lula, Fernando Haddad.
Assim, as alternativas que mais ganham força no partido neste momento para concorrer novamente ao Palácio dos Bandeirantes são velhas conhecidas do eleitor: a ex-prefeita paulistana Marta Suplicy e o senador Aloizio Mercadante.
O presidente Lula gostaria de ver Ciro liderando um bloco de oposição aos tucanos em São Paulo neste ano. A ala do partido no Estado mais afinada com o Planalto já deu sinal verde para que a estratégia seja colocada em prática. Falta apenas combinar com Ciro, que ainda está em pré-campanha pela Presidência.
Em setembro do ano passado, conforme manda a Lei Eleitoral, Ciro transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo. Desde então, tem aparecido muito pouco ou quase nunca no Estado, outra queixa constante dos petistas paulistas.
Sem Ciro, o Planalto vai trabalhar para que Mercadante, derrotado por Serra em 2006, aceite concorrer novamente para governador.
Mercante, no entanto, afirma que irá se candidatar à reeleição este ano.
Marta, que sonha sair para o Senado, aceitaria "ir para o sacrifício", nas palavras de um aliado da ex-prefeita de São Paulo, somente se houvesse um pedido do partido. Quem também se colocou no páreo foi o senador Eduardo Suplicy.

Tucanos
O secretário de Desenvolvimento do Estado e ex-governador Geraldo Alckmin, apesar de líder disparado nas pesquisas, iniciou uma série de visitas a seus colegas de primeiro escalão em busca de apoio para convencer o governador José Serra a escalá-lo para a sua sucessão.
Alckmin irá procurar o vice-governador Alberto Goldman, principal aliado no governo do secretário Aloysio Nunes Ferreira (Casa Civil), o outro postulante ao direito de disputar o Palácio dos Bandeirantes pelo PSDB em outubro.

ATÉ MARÇO
"O máximo de obras será inaugurado", diz presidente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que vai inaugurar "o máximo de obras possível" até março, antes que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, deixem o governo federal para disputar as eleições.
"Eu disse ao companheiro Geddel no final do ano passado que, nesse trimestre, nós vamos precisar visitar muito Minas Gerais. Vamos precisar pegar todas as obras que tem Minas, que são muitas, inclusive de barragens, para que a gente possa inaugurar, porque a partir de abril o Geddel já não estará mais no governo, a Dilma já não estará mais no governo e quem for candidato não pode nem subir no palanque comigo", disse Lula ontem durante a inauguração de uma barragem em Minas.
"É importante que a gente inaugure o máximo de obras possível para que a gente possa mostrar quem foram as pessoas que ajudaram a fazer as coisas nesse País", reiterou.


fonte DN

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