25 de janeiro de 2010

Dilma e PDT discutem planos

O encontro entre a ministra da Casa Civil vai reunir lideranças do PDT e de movimentos sociais na quinta-feira

Brasília Fortalecimento dos bancos públicos e educação em tempo integral estão entre os planos que o PDT quer ver incluídos no programa de governo da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, e que serão discutidos com a ministra em encontro marcado para a próxima quinta-feira. Além dos principais dirigentes e dos líderes do partido no Congresso, estará presente o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), presidente da Força Sindical.
O compromisso com a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução do salário, é outro item do qual o PDT não abre mão. Em 2009, a proposta avançou no Congresso, mas não há garantia de que será posto em votação na volta dos trabalhos parlamentares, a partir de 2 de fevereiro.
Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT, a equipe suprapartidária que vai tratar do programa de governo de Dilma só começará a trabalhar depois do dia 3 de abril, quando a ministra deixará o governo para se dedicar à campanha.
"Na quinta-feira, vamos ter uma conversa política e programática. Vamos discutir as linhas gerais e, a partir de abril, aprofundar os temas importantes para os trabalhistas. O fortalecimento dos bancos públicos teve um grande avanço neste governo e deve continuar. O Ministério da Educação tem estimulado os municípios a adotarem a educação pública em tempo integral, que é uma das nossas principais bandeiras, e queremos um reforço desses incentivos", disse Lupi.
O apoio a Dilma Rousseff foi reafirmado neste fim de semana, durante encontro estadual do partido no Rio de Janeiro.
Também no fim de semana a ministra da Casa Civil disse que uma das maiores e melhores ambições que ela poderia ter é "levar os brasileiros ao paraíso".

Aliança com PMDB
Indagada sobre uma aliança com o PMDB, que foi alvo de recentes investigações, Dilma disse que não concordo que algum partido se caracterize por problema de corrupção. "O que acontece no governo Lula é uma aliança em cima de um projeto concreto, que sensibiliza não só o PMDB, mas a base de sustentação do governo e o PT", disse.

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