Cidadãos podem reclamar ao Procon e ao Decon pelo atraso nas entregas de correspondências
Enquanto 620 trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos continuam em greve no Ceará, 1,5 milhão de encomendas deixam de ser entregues.
Os prejudicados pelo atraso nas remessas de correspondências, que já somam 34,6 milhões, precisam buscar meios alternativos para cumprir os pagamentos de contas. Em outros casos, registrar reclamações junto aos programas de Defesa do Consumidor, tais como Procon e Decon. Ao passo que as contas não chegam, a orientação dada pelo Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-Ce) é que procurem junto aos credores o pagamento de seus compromissos independente do atraso dos Correios.
A viabilização de meios alternativos, tais como boletos impressos pela Internet é obrigação tanto dos consumidores quanto das empresas, informou o assessor jurídico do Procon-Fortaleza, Airton Melo.
Por ser um serviço essencial, a entrega de encomendas feitos pela ECT não pode parar em sua totalidade e o consumidor deve questionar a falta de disponibilidade do serviço. Especialmente por ser um órgão que tem a exclusividade no serviço, informou o Procon.
Apesar da determinação do Tribunal Superior do Trabalho (STS) para que fosse mantido 30% do efetivo trabalhando durante a greve, chegou a 100 o número de agências dos Correios em todo o Brasil que funcionaram sem este número. Quem se beneficiou com a paralisação foram os empregados que não aderiram a greve. A ECT informou ontem que eles vão receber a antecipação do salário para o dia 25, já com reajuste de 9%. Enquanto os grevistas terão que esperar ate o próximo dia 30.
A audiência de conciliação entre as partes acontece hoje às 9h30 no TST.
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