Novo valor consta de proposta da
LDO divulgada nesta segunda (15).
Aumento do salário mínimo será em janeiro do ano que vem.
Aumento do salário mínimo será em janeiro do ano que vem.
Arno Augustin, secretário do Tesouro
PIB e inflação
O governo também apresentou a sua previsão para o crescimento do Produto
Interno Bruto (PIB), de 3,5% para este ano e 4,5% em 2014. Na LDO do ano
passado, o governo estimava um crescimento maior para a economia no ano que
vem: 6%.
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse sobre a inflação
que o governo tem tido "atenção constante" com a possibilidade de
alta da inflação, como ocorreu no início deste ano. Na semana passada, o
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usada como base para as metas do
governo, apresentou variação de 0,47% em março – taxa inferior à registrada no
mês anterior, de 0,60%.
No acumulado dos últimos 12 meses até março, porém, a taxa de inflação é
de 6,59%, acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central,
que é de 6,5% - dois pontos acima do centro da meta, que é de 4,5%.
“[O controle da inflação] é um processo que exige atenção constante. O
governo continua trabalhando para que ela possa convergir para a meta [de 4,5%
em 2013]”, disse Augustin. Sobre a variação do PIB, ele afirmou que o governo
está otimista e espera para o ano que vem um “processo de crescimento
importante” da economia. “Eu entendo que a economia brasileira vem retomando o crescimento. A
velocidade talvez seja um pouco abaixo do que gostaríamos, mas ela vem
retomando o crescimento”, disse o secretário do Tesouro Nacional.
Superávit
Na proposta de LDO, o governo informa que sua meta de superávit primário em
2014 será de R$ 167,4 bilhões, o que equivale a 3,1% do PIB estimado para o ano
que vem. O superávit primário é a economia feita pelo governo federal, estados
e municípios para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória
de queda. Do total de R$ 167,4 bilhões, R$ 116,1 bilhões correspondem à parcela da União.
Os outros R$ 51,2 bilhões cabem a estados e municípios. Augustin informou, entretanto, que já a partir de 2013 a União não terá mais a
obrigação legal de compensar o resultado de estados e municípios, caso a meta
de superávit não seja cumprida por eles. Isso significa, portanto, que o governo se compromete a cumprir apenas a sua
parte (R$ 116,1 bilhões, no caso da LDO de 2014) e que buracos deixados na
conta de estados e municípios “podem” ser abatidos da meta total. Segundo Augustin, para que a desobrigação passe a valer já, o governo vai
enviar um projeto ao Congresso para alterar a Lei Orçamentária de 2013. "Não estamos dizendo que a meta [não cumprida por estados e municípios]
vai ser abatida [da meta total de superávit]. Estamos dizendo que a LDO permite
que isso ocorra. Se vai ser feito ou não, isso vai ser definido ao longo de
2014", disse o secretário do Tesouro Nacional. Em 2012, estados e municípios tiveram um superávit de R$ 23,7 bilhões,
equivalente a 55% de sua meta, que era de R$ 42,8 bilhões. Essa diferença de R$
19,1 bilhões teve que ser compensada pela União. A proposta de LDO também fixa em R$ 67 bilhões o valor de abatimento da meta de
superávit possível com os investimentos no Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) e com desonerações de tributos em 2014. Para este ano, o
limite é de R$ 65 bilhões.
Juros e câmbio
O documento apresentado pelo Ministério do Planejamento nesta segunda também
aponta estimativa de que a taxa básica de juros da economia (Selic) esteja em
7,5% em dezembro de 2014, mesmo patamar atual. Ainda de acordo com a proposta,
a previsão é que a taxa permaneça a mesma ao final de 2015 e 2016. O governo divulgou ainda que espera uma taxa de câmbio média de R$ 2 por dólar
ao final de 2013, e de R$ 2,04 no fim de 2014. Segundo a proposta da LDO, a
desvalorização do real deve continuar nos anos seguintes, atingindo R$ 2,07 por
dólar em 2015 e R$ 2,09 em 2016.
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