O governador do Ceará, Cid Gomes, defendeu, ontem, em Brasília, a federalização da previdência dos Estados. O pronunciamento foi feito no sexto Congresso do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração (Consad). “Tudo que for de previdência tem de ir pra União e a União vai cobrar dos entes públicos”, avalia o governador,
Durante o evento, Cid Gomes citou o exemplo do estado do Rio Grande do Sul que estaria “falido” em virtude do comprometimento da receita com o pagamento da folha de funcionários ativos, inativos e pensionistas. Segundo o governador, o Estado da região Sul ainda está entre aqueles que têm a menor participação de investimentos na Receita Corrente Líquida. “É um estado marcado para falir”.
Novo modelo
O governador também apresentou ao Conselho a previdência complementar dos servidores do Estado do Ceará. Anunciado em fevereiro, válido a partir de 2014, o novo modelo previdenciário prevê a diminuição do déficit estadual. Segundo ele, a cada ano, há um saldo negativo de R$1,518 bilhão entre o que se arrecada de servidores ativos e o que se paga a inativos e pensionistas.
“A gente não pode deixar que o Estado se transforme em um Estado autofágico, que a folha de pagamento consuma a totalidade dos recursos públicos. É fundamental que nós asseguremos a capacidade de investimento”, disse o secretário de Gestão e Planejamento do Ceará, Eduardo Diogo.
O novo modelo prevê a divisão da Previdência do Estado em três fundos: um para militares, outro para contribuição compulsória e um complementar.
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