Os 30 distritos cearenses que pleiteiam tornar-se municípios tiveram o desejo, no mínimo, adiado após decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Na última terça-feira, os pedidos para realização de plebiscito em que a população das localidades deliberaria sobre as emancipações foram rejeitados pela corregedora Maria Iracema Martins do Vale, relatora do processo no TRE. Na decisão, o Tribunal argumenta que não existe lei federal que regulamente a criação de novos municípios no Brasil. “A doutrina e jurisprudência do TSE convergem no mesmo sentido: pela vedação da criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios enquanto não editada a lei complementar federal”, defende a relatora Maria Iracema. Recebida com maus olhos pelo presidente da Comissão de Triagem, Elaboração de Projetos e Criação de Novos Municípios da Assembleia Legislativa, Luiz Carlos Mourão, a decisão foi criticada também pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Roberto Claudio (PSB), que já avisou: vai recorrer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão do TRE repercutiu, negativamente, ontem, entre os deputados estaduais.Aprovada em 2009
O projeto de lei complementar sobre a emancipação de distritos foi idealizado pelo atual vice-governador do Estado, Domingos Filho, enquanto presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, em 2009.
“Decisão judicial não se discute, se recorre, e o TSE já sinalizou que o equipamento utilizado nas eleições poderá ser usado também nos plebiscitos”, adiantou Domingos, que tem em seu reduto eleitoral - Tauá - pelo menos um distrito em busca do desmembramento.
É com o suporte destas cidades, localizados em Santa Catarina, Pará e Rondônia, que a Comissão da Assembleia do Ceará está elaborando o documento para recorrer da decisão do TRE.
E agora
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Ainda que o TSE aprove a realização de plebiscito para que a população delibere sobre as emancipações, não há tempo hábil para que o processo ocorra antes das eleições.
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