15 de outubro de 2011

Fetos humanos encontrados abandonados no matagal em Sobral



A Polícia sobralense investiga nove fetos humanos encontrados abandonados num matagal, no bairro Dom Expedito, no fim da manhã do feriado de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças. Os fetos estavam em frascos de vidros fechados com formol, e foram achados por policiais do Ronda do Quarteirão, após aviso de crianças que brincavam no local. Os fetos estão no Instituto Médico Legal (IML) de Sobral (250Km de Fortaleza) aguardando uma determinação da Polícia Civil para fazer os exames cadavéricos. A Polícia trabalha com duas linhas de investigação. Há suspeita de clínicas clandestinas de aborto ou que os fetos foram jogados por alguma escola, instituto de pesquisa, laboratório ou universidade. O delegado Weidmann Braga afirma que há suspeitas de que o material tenha sido descartado por clínicas de aborto ou instituições de pesquisa. "Estamos convocando universidades, hospitais, clínicas e instituições que apresentem trabalhos laboratoriais com este tipo de material para prestar esclarecimentos", revela Braga. A supervisora do IML, Eliete Torres, aguarda o recebimento das guias policiais para a produção dos laudos médicos. O delegado Weidmann Braga confirma que as guias serão enviadas até hoje. Ontem, ele o delegado regional de Sobral, Hebert Silva, estavam em diligências investigando o caso. Até a noite de ontem, os delegados da Regional de Sobral estavam em diligências para descobrir de onde partiu os fetos que foram encontrados no matagal. Todos os depoimentos colhidos ontem formaram o inquérito aberto. O titular da Regional, delegado Hebert Silva, comanda a investigação com auxílio do delegado Weidemann Braga. O grupo de crianças que encontrou os fetos, quando brincava de baladeira no terreno baldio, chamou imediatamente os guardas do Ronda do Quarteirão, que passavam pelo local numa viatura. Todo procedimento de recolhimento do material foi feito pela Polícia Forense, que levou os frascos para o Instituto Médico Legal. Já a princípio, os vidros continuam à disposição da Justiça para fazer os exames cadavéricos. Um perito que não quis se identificar disse que "não será preciso fazer necropsia, uma vez que os fetos estão em formol". Ele suspeita que o material foi jogado por alguns alunos após estudos realizados a mando das escolas que estudam.

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