8 de outubro de 2011

DO LIVRO FLAMENGAS E BOQUEIRÕES - DO COLEGA INÁCIO SANTOS

DESILUSÃO

Quando te conheci, apenas botão em flor
Num lento desabrochar, tenro e perfumado
Puro e virginal, incólume e intocado
Rebento divinal, ninfa feita para o amor.

Resolvi colher-te para o meu jardim
Pois de todas as flores, era minha rosa
A mais perfumada, e tão maravilhosa
Que causastes a todos ciúmes de mim.

Não reparei a hora e nem mesmo vi quando
Só sei que bela flor, foi aos poucos murchando
Despetalou-se restando somente talo de espinho.

Hoje desilusão, pois nada mais existe
Meu jardim agora é ensombrado e triste
Somente lembranças, amargo sozinho.

Inácio Santos
In literário – Março 1999.

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