DESILUSÃO
Quando te conheci, apenas botão em flor
Num lento desabrochar, tenro e perfumado
Puro e virginal, incólume e intocado
Rebento divinal, ninfa feita para o amor.
Resolvi colher-te para o meu jardim
Pois de todas as flores, era minha rosa
A mais perfumada, e tão maravilhosa
Que causastes a todos ciúmes de mim.
Não reparei a hora e nem mesmo vi quando
Só sei que bela flor, foi aos poucos murchando
Despetalou-se restando somente talo de espinho.
Hoje desilusão, pois nada mais existe
Meu jardim agora é ensombrado e triste
Somente lembranças, amargo sozinho.
Inácio Santos
In literário – Março 1999.
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