Investigação teve início em 1990, envolvendo empresas do setor químico, e resultou na prisão de 18 pessoas
Brasília. A operação Alquimia, deflagrada ontem pela Polícia Federal, confiscou uma ilha de 20 mil metros quadrados nas proximidades de Salvador que pertenceria ao chefe do esquema fraudulento. No local foram apreendidos ainda carros de luxo e barcos.
A investigação, que começou na década de 1990 numa empresa de Juiz de Fora (MG), foi feita pela Polícia Federal em parceria com a Receita Federal e o Ministério Público Federal. Segundo o último balanço, a Polícia Federal prendeu 18 pessoas e deteve 42 para prestar depoimento, mas nenhum nome foi divulgado. A maior parte das empresas é do setor químico.
A operação investiga crimes de evasão de divisas, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e formação de quadrilha cometidos por empresas em 17 Estados brasileiros e no Distrito Federal. Segundo os investigadores, as medidas judiciais decretadas poderão reaver ao patrimônio da União R$ 1 bilhão sonegados.
Para conseguir burlar o Fisco, empresas laranjas vendiam produtos para empresas legais e iam acumulando crédito de impostos a pagar. Quando esse montante chegava a um determinado valor - que não foi revelado -, essa empresa "quebrava" e desaparecia.
Das 300 empresas que estão sendo investigadas, 30 ficam em paraísos fiscais, principalmente nas Ilhas Virgens Britânicas. A Justiça decretou 31 mandados de prisão temporária, 129 de busca e apreensão, 163 de condução coercitiva e 195 sequestros de bens contra pessoas jurídicas e outros 62 de pessoas físicas.
Os principais alvos da operação estão em Minas Gerais, Bahia e São Paulo. Os outros Estados envolvidos são Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Amazonas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí e Distrito Federal.
Cerca de 500 policiais e delegados da Polícia Federal participam da operação, além de 90 auditores fiscais da Receita Federal. A Receita informou ainda que as investigações começaram quando foram detectados indícios de crimes contra a ordem tributária em uma das empresas do grupo, com a suspeita de existência de fraudes na constituição de empresas utilizadas como "laranjas".
A 3ª Vara Federal da subseção de Juiz de Fora - cidade onde as investigações se iniciaram - determinou o sequestro de bens de empresários envolvidos com o esquema que teria levado da União e estados aproximadamente R$ 1 bilhão, segundo estimativas da Receita Federal. O valor final das sonegações será apurado nos próximos meses.
O grupo empresarial alvo da ação da PF atua no ramo de produtos químicos e suas matrizes estão na Bahia e São Paulo. Dentre os bens bloqueados pela Justiça, estão carros de luxo, caminhões, carretas, móveis, instalações industriais, dinheiro depositado em conta, aeronaves, embarcações e a ilha particular na costa de Salvador.
Brasília. A operação Alquimia, deflagrada ontem pela Polícia Federal, confiscou uma ilha de 20 mil metros quadrados nas proximidades de Salvador que pertenceria ao chefe do esquema fraudulento. No local foram apreendidos ainda carros de luxo e barcos.
A investigação, que começou na década de 1990 numa empresa de Juiz de Fora (MG), foi feita pela Polícia Federal em parceria com a Receita Federal e o Ministério Público Federal. Segundo o último balanço, a Polícia Federal prendeu 18 pessoas e deteve 42 para prestar depoimento, mas nenhum nome foi divulgado. A maior parte das empresas é do setor químico.
A operação investiga crimes de evasão de divisas, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e formação de quadrilha cometidos por empresas em 17 Estados brasileiros e no Distrito Federal. Segundo os investigadores, as medidas judiciais decretadas poderão reaver ao patrimônio da União R$ 1 bilhão sonegados.
Para conseguir burlar o Fisco, empresas laranjas vendiam produtos para empresas legais e iam acumulando crédito de impostos a pagar. Quando esse montante chegava a um determinado valor - que não foi revelado -, essa empresa "quebrava" e desaparecia.
Das 300 empresas que estão sendo investigadas, 30 ficam em paraísos fiscais, principalmente nas Ilhas Virgens Britânicas. A Justiça decretou 31 mandados de prisão temporária, 129 de busca e apreensão, 163 de condução coercitiva e 195 sequestros de bens contra pessoas jurídicas e outros 62 de pessoas físicas.
Os principais alvos da operação estão em Minas Gerais, Bahia e São Paulo. Os outros Estados envolvidos são Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Amazonas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí e Distrito Federal.
Cerca de 500 policiais e delegados da Polícia Federal participam da operação, além de 90 auditores fiscais da Receita Federal. A Receita informou ainda que as investigações começaram quando foram detectados indícios de crimes contra a ordem tributária em uma das empresas do grupo, com a suspeita de existência de fraudes na constituição de empresas utilizadas como "laranjas".
A 3ª Vara Federal da subseção de Juiz de Fora - cidade onde as investigações se iniciaram - determinou o sequestro de bens de empresários envolvidos com o esquema que teria levado da União e estados aproximadamente R$ 1 bilhão, segundo estimativas da Receita Federal. O valor final das sonegações será apurado nos próximos meses.
O grupo empresarial alvo da ação da PF atua no ramo de produtos químicos e suas matrizes estão na Bahia e São Paulo. Dentre os bens bloqueados pela Justiça, estão carros de luxo, caminhões, carretas, móveis, instalações industriais, dinheiro depositado em conta, aeronaves, embarcações e a ilha particular na costa de Salvador.

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