Aproximadamente umas três dezenas de prefeitos estão na relação de filiados ao novo partido no Estado
Deputados estaduais cearenses, ainda no PSDB, já estão trabalhando na coleta das 4.699 assinaturas de eleitores do Estado, para a oficialização do PSD, segundo afirma Almircy Pinto, presidente estadual do grupo encarregado de formar o partido no Ceará.
Ontem, em meio à sessão ordinária da Assembleia, os deputados tucanos Nenem Coêlho, Rogério Aguiar, Osmar Baquit, Professor Teodoro, Cirilo Pimenta e Téo Menezes, discutiram detalhes da atuação deles na formação do partido. O professor Teodoro é o único que ainda não acertou definitivamente sua mudança do PSDB para o PSD.
Além desses deputados, estão trabalhando na fundação do PSD, o tucano e atualmente secretário estadual do Esporte, Gony Arruda e Leonardo Pinheiro, também deputado estadual eleito pela legenda do PR. Até o momento, não há qualquer deputado federal cearense envolvido na formação do PSD daqui.
Dezenas de prefeitos cearenses, a maioria filiada ao PSDB, está na relação dos primeiros filiados ao PSD. Há notícias, também, de que outros detentores de mandatos, mas não estão na relação dos organizadores do partido pelo fato de ainda não terem concluído as conversações sobre mudanças.
Burocracia
A relação dos primeiros dirigentes do PSD no Ceará já havia sido entregue ao Tribunal Superior Eleitoral, na última semana e até ontem estava sendo aguardada uma comunicação daquela Corte superior ao Tribunal Regional Eleitoral, onde o partido entregará a relação dos 4.699 eleitores, dos vários pontos do Estado, solicitando o registro da agremiação.
O advogado Hélio Parente, cuida da parte burocrática, tendo em vista que até o fim da primeira quinzena de julho, a pretensão dos fundados do PSD é de que a parte referente ao Ceará e de mais alguns outros estados brasileiros estejam em condições de análise pelo TSE, a fim de o registro da agremiação ser oficializado até o mês de agosto próximo.
Além do interesse dos fundados nacionais, os deputados estaduais cearenses que querem integrar o novo partido também têm pressa, principalmente os que ainda estão filiados ao PSDB, temerosos de virem a sofrer constrangimentos do tucanato cearense, como há algum tempo vem experimentando o deputado estadual Gony Arruda, hoje secretário do Governo Cid.
Todos os tucanos que deixarão o ninho, no Ceará, estão insatisfeitos com o partido desde a eleição do ano passado. Alguns deles já não votaram no candidato a governador do partido, o ex-deputado Marcos Cals e apoiaram a reeleição de Cid Gomes. O mesmo acontece com um grupo de prefeitos, ainda filiados ao PSDB.
A crise tucana foi agravada com a renovação dos diretórios municipais do partido, quando todos os deputados considerados dissidentes foram alijados do processo e eleição dos novos diretórios, ficando, dessa forma, sem condições de participar das eleições municipais, do próximo ano, com candidatos a eles ligados nos seus municípios.
O PSD, no Ceará, está ligada ao governador Cid Gomes (PSB) e ao empresário Chiquinho Feitosa (DEM), depois de entendimento com Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, organizador nacional da sigla.
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