“O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse nesta quarta-feira, durante julgamento de duas ações de reconhecimento de união homoafetiva como entidade familiar no Supremo Tribunal Federal (STF), que o “não reconhecimento” de casais homoafetivos pelo Estado cria “cidadãos de segunda classe”, algo que deve chegar ao fim no Brasil. Para ele, cada pessoa tem o direito de escolher a pessoa com quem quer “compartilhar sua vida” e, independentemente do sexo, ter seus direitos assegurados.
“A premissa da iniciativa é a ideia de que os homossexuais devem ser tratados com o mesmo respeito e a mesma consideração que os demais cidadãos. A recusa estatal às suas uniões implica privá-los de direitos importantíssimos (…) como também importa menosprezo à sua própria identidade e dignidade”, disse.
Gurgel ainda citou recentes números do IBGE, dando conta que no Brasil existem pelo menos 60 mil casais homoafetivos. Para ele, essa “realidade” faz com que seja necessária a existência de segurança para casais do mesmo sexo, que devem poder transferir patrimônio para seus companheiros e gozar dos mesmos direitos de casais heterossexuais que vivem em regime de união estável.”
(iG)
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