12 de abril de 2011

Polícia apura atividade de atirador na web


Objetivo é saber o que Wellington conversava no MSN Messenger e se teve ajuda no ataque

Com base nos textos encontrados na casa de Wellington Menezes de Oliveira, que atacou uma escola em Realengo, no Rio, e deixou 12 crianças mortas, a polícia investiga se ele manteve contato com um grupo terrorista islâmico e se teve ajuda no ataque. Se isso for confirmado, a Polícia Federal pode atuar no caso.
Seu sigilo eletrônico também foi quebrado para checar o que el falava com suas seis pessoas de contato no MSN Messenger, em cuja foto aparece com uma barba, raspada antes do massacre.
Em depoimento à TV Globo, um sobrinho disse que ele teria uma espécie de mentor espiritual. Na carta e nos cadernos recolhidos na casa de Sepetiba, ele fala de um grupo de quatro pessoas que teriam vindo de outros países.
"Tenho certeza que foi o meu pai quem os mandou aqui no Brasil. Ele reconheceu o Abdul e mandou que ele viesse com os outros precisamente ao Rio", escreveu.
O atirador também fala de "Phillip", com quem teria rompido após descobrir que ele usava seu computador para ver pornografia. A polícia acredita que esses trechos podem ser frutos de delírios: o pai morreu há 5 anos.
A Divisão de Homicídios (DH) encaminhou os textos para serem analisados por psicólogos forenses. Em 30 dias, o laudo pode confirmar transtorno psicológico.

Amigo
Apontado como único amigo de Wellington, G., 28, deve ser ouvido pela polícia. Morador de Realengo, tem problemas mentais e frequentava um templo das Testemunhas de Jeová junto com Wellington. Segundo o site da revista Veja, G. disse ter sido expulso de várias igrejas e que, como Wellington, sofria gozações dos colegas e que tentou se matar por isso. "Para não me vingar daquelas pessoas, tive de tentar o suicídio", afirmou.


Coreaú em revista

Nenhum comentário: