1 de novembro de 2010

Serra diz que travou ´batalha desigual

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O tucano reclamou do uso da máquina do governo pelos petistas e da presença constante de Lula na campanha

São Paulo. O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse ontem, ao votar, que a campanha presidencial, a segunda que disputa, o tornou mais otimista em relação ao Brasil, embora ele tenha reclamado de uma "batalha desigual" com a adversária Dilma Rousseff (PT).
O tucano foi muito aplaudido e aclamado pelos eleitores que estavam na porta de seu colégio eleitoral, o Colégio Santa Cruz, na zona oeste da capital paulista. "Essa campanha me tornou mais otimista em relação ao Brasil, por toda a confiança e esperança que encontrei em todos os cantos do Brasil, e motivação hoje para nosso empenho nessa batalha, uma batalha desigual", disse o tucano em pronunciamento a jornalistas e simpatizantes após votar. "É hora de alternância no poder. Faria muito bem ao país", disse.
Serra exibiu, no dia de votação, ritmo inverso ao da campanha. Ao invés de carreatas, passeatas, comícios e peregrinações de 20h diárias por várias cidades, o presidenciável tucano optou pelo silêncio. Desde as primeiras horas de domingo, o tucano optou por repousar em sua casa, numa tranquila rua sem saída no bairro Alto de Pinheiros. Não saiu, não falou, não ofereceu café da manhã para os repórteres, não recebeu correligionários.
Serra gastou exatos três minutos para conversar com repórteres que o esperavam na escola onde votou. Foi um pronunciamento, não uma entrevista. Em cima de um palco, ladeado por Kassab e Alckmin, o presidenciável - vestindo camisa social azul, sem gravata, bem adaptado à calorenta manhã paulistana - louvou o processo democrático do qual participa.
"Hoje eu não estou para falar. Quem fala, nesse domingo, é o povo. Vamos aguardar em casa a decisão dos brasileiros. É hora de alternância no poder. Faria muito bem ao país", declarou.
Serra votou acompanhado da mulher, Mônica Allende, da filha Verônica e de dois netos. Verônica acompanhou o pai com a sua câmera digital em punho. Ao lado dele estavam o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, o senador eleito pelo Estado, Aloysio Nunes, o secretário de educação do Estado, Paulo Renato de Souza, e o governador paulista Alberto Goldman, todos pertencentes ao PSDB. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) também o acompanhou.
"Nós apresentamos as soluções para o futuro e as credenciais para poder cumprir essa missão", disse José Serra, que foi muito aplaudido pelos presentes. "Mas agora é o povo falando em todo o Brasil, é a beleza da democracia e, talvez, hoje mesmo, a beleza da alternância do poder, que faria muito bem ao nosso país", afirmou o candidato do PSDB. O presidenciável tucano levou cerca de 36 segundos para registrar seu voto. Uma neta do candidato foi quem apertou os botões na urna e registrou o voto do tucano. Com as mãos, o candidato fez o sinal de seu número na urna eletrônica.
Durante a campanha presidencial, o tucano e seus aliados reclamaram de uso da máquina do governo pelos petistas e da presença constante do presidente Lula na campanha da candidata Dilma Rousseff.

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