Até para o início das sessões, tem havido dificuldade de reunir o número mínimo de deputados, atualmente
Mais de 50% da Assembleia Legislativa é formada por duas bancadas: a do PSDB, composta por 14 deputados, atualmente, e o bloco governista, que une 16 parlamentares dos partidos PT-PMDB-PSB. Nos últimos dias, no entanto, os dois grupos têm mantido na Casa sempre os mesmos nomes, enquanto parte das duas bancadas prefere não estar em plenário.
Desde o fim das eleições deste ano, o bloco governista, assim como o grupo de tucanos, tem visto diminuir na Assembleia Legislativa o número de seus membros nos debates e, como as duas bancadas são maioria, essa ausência acaba esvaziando grande parte das sessões ordinárias.
Na bancada tucana, os mais assíduos são os deputados Fernando Hugo, Moésio Loiola e Marcos Cals. São os três tucanos que costumam levantar, diariamente, críticas ao PT, à gestão Lula ou à presidente eleita, Dilma Rousseff.
Além disso, são os mesmos tucanos que também têm apresentado, desde que romperam com o governador Cid Gomes (PSB), algumas reclamações referentes à gestão estadual, mas que nem sempre são levadas adiante, acabam ali mesmo no plenário, com o fim das sessões.
Plenário
No entanto, embora a bancada tucana seja composta por 14 membros, grande parte dos deputados do PSDB não costumam estar em plenário junto aos colegas e o debate da oposição recém-formada pelo PSDB no Ceará permanece no discursos de poucos.
Deputados como Gony Arruda (PSDB), Teo Menezes (PSDB), Professor Teodoro (PSDB) e Osmar Baquit (PSDB), que costumam se revezar em plenário, algumas vezes por semana, sem a mesma assiduidade dos outros colegas, têm apresentado discursos referentes às suas bases eleitorais ou outros temas ligados ao Estado, mas que não estão relacionados a críticas ao Governo de Cid.
Como não foram reeleitos para o próximo mandato, alguns parlamentares do PSDB, já deixaram de ir a plenário, e quando chegam ao lugar costumam demorar poucos instantes, é o caso de Cirilo Pimenta (PSDB) e Tomás Figueiredo (PSDB). O líder do grupo na Casa, deputado João Jaime, embora reeleito, também tem ido pouco ao local.
Governistas
Para rebater as reclamações da oposição, os mais assíduos no plenário, do grupo aliado de Cid Gomes, além do líder do Governo na Casa, deputado Nelson Martins (PT), têm sido os deputados Welington Landim (PSB), Roberto Cláudio (PSB), Sérgio Aguiar (PSB) e Carlomano Marques (PMDB).
Nos últimos dias, no entanto, a bancada petista tem contado apenas com a presença de Nelson Martins. Os deputados Artur Bruno e Dedé Teixeira, embora tenham ido a plenário algumas vezes, nas últimas semanas, permanecem por pouco tempo. Eles discursam, mas deixam o local em seguida, contrariamente ao que fazia na véspera das eleições quando, diariamente, ocupavam a tribuna.
Além disso, a deputado Rachel Marques (PT) não entra em plenário há cerca de um mês. Desde que seu projeto de indicação sugerindo a criação de um Conselho Estadual de Comunicação recebeu uma série de críticas no plenário e de instituições ligadas ao tema, a petista deixou de ir a Casa. Esta semana, Rachel pediu licença de 30 dias por motivos de saúde.
Deputados de demais partidos, fora dos dois blocos, também se dividem em presenças na Casa. Entre os governistas, costuma ir ao plenário e ajudar no discurso aliado o deputados João Ananias (PCdoB). Além disso, entre os deputados que se dizem com discurso "independente", costumam estar na Casa e levantar discussões Heitor Férrer (PDT) e Ely Aguiar (PSDC).
Alguns deputados justificam o novo momento da Assembleia alegando que muitas saíram frustrados das últimas eleições e estão desinteressados com o fim do mandato que vai até o fim de janeiro próximo.
DN
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