Uns deputados não se reelegeram e outros decidiram se afastar das disputas eleitorais, todos estão se despedindo
Com o fim do processo eleitoral, os deputados que deixarão a Assembleia, na próxima legislatura, já se preparam para o início de uma nova vida. Alguns estão se afastando das atividades legislativas por conta própria, mas alguns outros o farão em razão do insucesso nas urnas nas últimas eleições.
A renovação por qual vai passar a Assembleia Legislativa a partir do próximo ano, vai deixar de fora da Casa mais de 20% dos deputados que hoje compõem o Poder. Sem mandato pelos próximos anos, esses parlamentares cultivam planos profissionais e admitem que não pretendem ficar de fora da vida política cearense.
Somente com o fim dos julgamentos envolvendo políticos com candidaturas barradas pela Justiça Eleitoral é que será definitivamente apontada a nova composição da Assembleia Legislativa. Alguns deputados com votos suficientes para elegerem-se, aguardam decisões para saber se entram ou não para a próxima legislatura.
Reciclar
No entanto, vários parlamentares que hoje cumprem mandato decidiram não disputar nova eleição para o mesmo cargo. Foi o caso do deputado estadual Marcos Cals (PSDB), que concorreu, sem sucesso, ao Governo do Estado no pleito deste ano. Por isso, em janeiro, ele vai concluir seu sexto mandato na Assembleia.
"Terminando este mandato, vou organizar minha vida profissional porque eu preciso sustentar minha família", declarou Cals durante entrevista ao Diário do Nordeste. O parlamentar preferiu não revelar em que pretende atuar a partir do início do próximo ano, quando termina o mandato que conquistou nas eleições de 2006, no entanto, ao ser questionado anunciou que vai, antes de tudo, "se reciclar".
Apesar de seus planos de dedicar-se à vida profissional, Marcos Cals avisou que não vai deixar a vida política, mas não revelou se pretende disputar algum cargo nas eleições municipais de 2012. "Mais da metade da minha vida eu passei com mandato de deputado estadual e naturalmente, eu não vou sair da política", ressaltou.
O PSDB foi o partido que mais perderá espaços na Assembleia Legislativa, a partir de fevereiro do próximo ano. Foram vários os deputados do partidos que não se reelegeram ou não disputaram à reeleição. Dos 16 componentes que a sigla elegeu em 2006, restaram somente oito para assumir cadeiras no ano que vem. Esse número pode cair para sete caso candidatos a deputados de outras legendas consigam registrar suas candidaturas na Justiça Eleitoral.
Reestruturação
Assim como Cals, o deputado Tomás Figueiredo (PSDB) não concorreu à reeleição, preferiu enfrentar a disputa por uma vaga na Câmara Federal, mas não foi eleito. O partido só elegeu dois deputados (Raimundo gomes de Matos e Manoel Salviano). Tomás conseguiu ficar na primeira suplência da sigla e espera assumir por algum período o assento no Congresso Nacional, se os dois correligionários decidirem fazer um rodízio de licenças.
Todavia, enquanto isso, Tomás admitiu que vai usar seu tempo sem mandato para buscar, ao lado dos colegas tucanos Marco Penaforte, Marcos Cals e Pedro Fiúza, a "reestruturação" do PSDB. "Vamos preparar o partido para as eleições municipais", destacou, sem revelar se vai disputar novo cargo. "Ainda está muito longe", concluiu, embora alguns outros tucanos admitem que ele tem pretensões de disputar a Prefeitura de Santa Quitéria, na primeira eleição que possa ocorrer naquele Município, cujo prefeito teve o mandato cassado por decisão do Tribunal Regional Eleitoral.
Membro de uma tradicional família de políticos do Ceará, a deputada estadual Lívia Arruda (PMDB) não disputou a reeleição. A peemedebista teve que se engajar na campanha de sua mãe, Inês Arruda (PMDB) que tentava retornar à Assembleia depois de ter cumprido um mandato como prefeita do Município de Caucaia. Inês havia sido derrotada na disputa pela reeleição e também o foi na disputa da vaga na Assembleia.
Agora, Lívia pretende se dedicar à carreira de engenheira civil, já que ainda não pode exercer a profissão porque quando se formou já estava na Assembleia. Além disso, a parlamentar garantiu que não vai deixar de atuar em favor da sociedade, pois segundo ela, "não é preciso ter mandato" para tal.
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