29 de novembro de 2010

Acidente fatal na pista

O piloto Daniel Maia, que competia pela Fórmula V 1.8, perdeu o controle do carro, bateu no muro e faleceu

As disputas do automobilismo cearense no Autódromo Virgílio Távora, no Eusébio foram interrompidas ontem, após a trágica notícia do falecimento do piloto Daniel Maia, 38 anos, que competia na Fórmula V 1.8. Na segunda volta da corrida, às 10h30, o carro de número 20 chocou-se na mureta de entrada dos boxes e o jovem piloto, que competia há dois anos, não resistiu ao trauma. Daniel havia casado há dois meses.
A ambulância do autódromo atendeu o piloto com prontidão, levando-o ainda com vida e entubado ao Frotinha de Messejana, mas o politraumatismo foi fatal. O corpo está sendo velado na Ethernus, onde às 10 horas, acontece a missa de corpo presente. Às 11h, ocorre o sepultamento, no Parque da Paz.

Fatalidade
O acidente se deu quando Daniel saiu da Curva Dirce e não conseguiu controlar o carro na entrada da reta principal. Sem controle e saindo de traseira, o veículo chocou-se contra a mureta de entrada dos boxes. "Estranhamente, ele não vinha disputando posição com ninguém no momento do choque. Acredito que as investigações devem trabalhar com a hipótese de problemas na suspensão ou no roda traseira", explicou o jornalista Robério Lessa, especialista em automobilismo que estava no autódromo ontem pela manhã.

Segundo ele, a Federação Cearense de Automobilismo, logo após o acidente, lacrou o carro para as investigações. "A pista é segura, havia barreira de pneus no muro. O autódromo tem homologação da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) e segue os padrões da FIA (Federação Internacional de Automobilismo)", disse Lessa, lembrando que a única morte na pista do Eusébio anterior à de ontem aconteceu em 1979, com o piloto pernambucano Tomas Komber.

Segurança do carro
De acordo com Pedro Virgínio, projetista de automóveis de competição, a célula de sobrevivência deste tipo de carro é totalmente reforçada. "Após a batida, não havia nada comprometido na estrutura e nem o capacete estava danificado. Acredito que a desaceleração brusca foi fatal, já que ele vinha a 100 quilômetros por hora".

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