
Menor muda novamente a sua versão sobre o desaparecimento da ex-namorada do goleiro Bruno
Belo Horizonte. Na audiência sobre o caso do goleiro Bruno, que aconteceu ontem, em Contagem (MG), o primo do jogador, o menor "J." declarou que inventou que partes do corpo de Eliza Samudio teriam sido dado como comida a cães. Ele falou que inventou essa história porque seu pai criava cachorros da raça rotweiller. O primo de Bruno, de acordo com informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, disse ainda que o seu depoimento mais verdadeiro foi o do dia 22 de julho, prestado no Juizado da Infância e Juventude de Contagem.
O adolescente, que é acusado de envolvimento de no crime de suposto assassinato da modelo Eliza Samudio, já apresentou diversas versões sobre o caso à polícia e ao Ministério Público. Ele ainda afirmou no depoimento que conhecia um amigo do goleiro identificado como Bola - e que até teria saído com ele algumas vezes - mas que não se tratava do Marcos Aparecido Santos, também acusado de participar do suposto assassinato de Eliza Samudio, desaparecida há meses.
O garoto chegou e pedir desculpas a Santos, também presente na sessão, por envolvê-lo no caso. Bola voltou a passar mal durante a audiência e foi atendido no próprio fórum, em uma sala reservada.
O advogado de Bola, Zanone Manuel Júnior, pediu que o adolescente ficasse frente a frente com seu cliente e que, se ele não o reconhecesse, que pedisse desculpas "por envolver um inocente no caso". O menor afirmou que não o conhecia e que divulgou o nome de Bola por pressão.
Na frente da juíza Marixa Fabiane, o adolescente pediu desculpas e voltou a negar a versão de que os restos mortais de Eliza teriam sido jogados para cães da raça rotweiller. No início de seu depoimento, o menor afirmou que iria "falar a verdade" e divulgou detalhes sobre o crime. No depoimento, o menor mudou parte de sua versão anterior. J. confirmou que ele e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, buscaram Eliza no Rio de Janeiro, com o filho, para levá-la ao sítio do goleiro em Esmeraldas (MG), mas negou que tenha usado uma arma para dar coronhadas em Eliza. Segundo o menor, ele deu cotoveladas, e a briga teria sido causada porque Eliza queria sentar no banco da frente com o filho.
Questionado pela juíza sobre a mudança no depoimento, ele afirmou que foi pressionado pelas polícias de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.
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