9 de setembro de 2010

Postura policial em fotos com garotas não foi negativa, diz associação

Depois de várias denúncias de falta de disciplina de policiais militares, mostradas no Diário da Manhã, através de fotos enviadas por internautas ao Portal Verdes Mares, a associação que representa a categoria tenta explicar a postura dos policiais.

Segundo a Associação de Cabos e Soldados Militares do Ceará, algumas posturas tomadas por policiais são consequência da insatisfação dos trabalhadores.

Representante da PM fala sobre o caso

O presidente da instituição, Flávio Sabino, em entrevista à TV Diário, tenta explicar ações como agressões e as fotos que mostram dois policiais militares ao lado da viatura da PM e abraçados com mulheres, em poses sensuais, que sugerem intimidade.

De acordo com o presidente, as fotografias podem sugerir intimidade e o fato de uma das moças segurar a arma do policial é algo que deve ser apurado pela PM, mas neste caso, a postura dos policiais não foi considerada muito negativa.

Nem o fato de policiais estarem dormindo na viatura, na hora que deveriam estar fazendo o policiamento preventivo, é considerado falta grave pela associação da categoria.

De acordo com Flávio Sabino, um flagrante de policial dormindo na viatura não é exemplo de má conduta e sim uma consequência da escala de trabalho.

Escala dos PMs já foi pior

Os policiais da Capital trabalham 3 dias e folgam 1, mas essa escala já foi pior; 6 dias trabalhados e 1 de folga. A alteração aconteceu há 3 meses, depois de um movimento da categoria que deixou Fortaleza com apenas 7 viaturas.

Para se ter uma ideia, só o Ronda do Quarteorão tem 132 viaturas. O movimento acabou em menos de 24h com o acordo proposto pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.

As reclamações dos policiais vão além da carga horária de trabalho. Flávio Sabino cita fatos como o assassinato do cabo da Polícia Militar, Salomão Vitor Barbosa, no Eusébio; e o assalto à agência dos Correios de Palmácia, quando 2 policiais foram algemados pelos bandidos, para denunciar a insegurança vivida pelos PMs, principalmente os que são lotados no interior.

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