A pesquisa mostra que a candidata do PT à Presidência seria eleita no primeiro turno se a eleição fosse hoje
Brasília - Pesquisa do Instituto Sensus, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e divulgada ontem, mostra que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, cresceu de 46% para 50,5% e seria eleita no primeiro turno se a eleição fosse hoje.
De acordo com a pesquisa, José Serra (PSDB) aparece com 26,4% e Marina Silva (PV) alcança 8,9%. Na pesquisa anterior tinham 28,1% e 8,1%, respectivamente. Os demais concorrentes somam 1,5 %. Brancos e nulos são 3,5 % - contra 5,1% em agosto - e indecisos chegam a 9,1 % - enquanto no mês passado eram 11,7%.
A pesquisa foi feita entre 10 e 12 de setembro e não pôde medir o impacto das denúncias da revista Veja contra a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, acusada de tráfico de influência no governo. Erenice sucedeu Dilma na Casa Civil, de quem era o braço-direito, e teve seu nome exposto pela Veja na edição, do último fim de semana.
A pesquisa, no entanto, mostrou que as denúncias de quebra de sigilo de pessoas do PSDB ligadas ao candidato Serra pouco influenciaram no quadro sucessório.
Na pesquisa espontânea (em que não aparecem os nomes dos candidatos), Dilma também permanece na liderança. Ela foi lembrada por 44,3 % dos entrevistados, enquanto Serra foi citado por 23 % e Marina foi a preferida de 7,1 %. Os outros candidatos somados chegam a 0,8 %. Brancos e nulos são 4,8 % e indecisos 17,9 %. Em agosto, os percentuais eram: 37,2% para Dilma, 21,2% para Serra e 6% para Marina. Brancos e nulos chegavam a 5,4 % e indecisos eram 25,2 %.
Em simulação de segundo turno, Dilma bate Serra por 55,5 % a 32,9 %. Em agosto, ela vencia por 52,9% a 34%.
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre 10 e 12 de setembro em 136 municípios e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 29517/2010. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Governo Lula
A avaliação do governo federal alcançou um novo recorde de popularidade em setembro deste ano, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi avaliado de forma positiva por 78,4% da população, contra 77,5% em agosto. É o maior índice desde o início do governo petista, em 2003.
Outros 15,9% avaliaram o governo como regular, enquanto 3,9% o classificaram como negativo. A avaliação pessoal do presidente Lula se manteve estável em relação ao final de agosto. Entre os 2.000 entrevistados, 81,4% aprovam o desempenho pessoal do presidente, enquanto 12,2% desaprovam. Outros 6,5% não responderam.
Em agosto, o índice de desempenho pessoal de Lula foi de 80,5% e 14,4% de desaprovação. Outros 5,2% não responderam. A melhor avaliação pessoal de Lula ocorreu em janeiro de 2009, quando o petista foi avaliado de forma positiva por 84% da população. Em 2003, quando Lula assumiu a Presidência da República, a avaliação positiva no petista era de 83,6%.
O presidente da CNT, Clésio Andrade, disse que os sucessivos recordes de popularidade do governo Lula influenciam na dianteira da candidata Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas para a corrida presidencial. "Todo esse processo de resultado do governo faz do presidente Lula um pai. E a Dilma acaba sendo vista como uma mãe".
15 de setembro de 2010
Dilma amplia vantagem
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