7 de agosto de 2010

Sessão na Câmara termina em tiros

Tumulto, quebra-quebra e disparos de tiros para o alto marcaram a sessão ordinária da Câmara Municipal de Vereadores, na noite de quinta-feira, para escolha da nova mesa diretora. O auditório estava lotado e houve corre-corre entre populares e funcionários. Segundo apurou a Polícia Civil, a confusão que se generalizou, começou depois que populares invadiram o Plenário.
Na confusão, o sistema de som e móveis do Plenário foram quebrados. O presidente do Legislativo, Ricardo Nunes, que era candidato à reeleição, suspendeu a sessão e registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Regional de Polícia Civil de Icó. O delegado José Gonçalves de Almeida investiga o caso.

Feridos
O responsável pelos disparos de arma de fogo até o fim da tarde de ontem não havia sido identificado. Um dos tiros atingiu o aparelho de ar condicionado que liberou gás e, a partir daí, houve corre-corre. Centenas de populares acompanhavam a sessão. Alguns saíram com ferimentos leves e outros passaram mal, sendo atendidos no Hospital Regional de Icó.
Os seis vereadores da oposição permaneceram no Plenário após o tumulto e deram continuidade à sessão que passou a ser dirigida pelo atual vice-presidente, Júnior Dantas. "Houve votação e fomos eleitos por unanimidade", disse o vereador, Ítalo da Paz. "O tumulto começou porque o presidente tomou a palavra no momento em que o regimento não permite. Primeiro, era preciso ter ocorrido a votação e, somente depois, os pronunciamentos".
O presidente da Câmara Municipal de Icó, Ricardo Nunes, disse que a sessão foi encerrada em meio ao tumulto e que a votação realizada pelos vereadores de oposição não tem validade. Nunes lamentou o ocorrido e disse que aguarda a entrega de uma possível ata pela oposição, na sessão da próxima quinta-feira, que não será considerada como válida. "A sessão estava suspensa e não havia clima para continuidade".
O legislativo de Icó é formado por dez vereadores. No momento da invasão do plenário por populares, o vereador Edjalma Moreira denunciava compra de votos entre os parlamentares para a eleição da mesa diretora. O discurso foi interrompido e a confusão se generalizou. Ontem, a Câmara Municipal passou o dia fechada.



(Colaborou, Richard Lopes, de Icó).

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