Tema veio à tona no último bloco, quando os concorrentes fizeram perguntas uns aos outros. Ronda do Quarteirão, caso Bruce, batalhão de divisas, concursos e gastos no setor foram os principais pontos. Candidatos de esquerda repetiram críticas
a única oportunidade que teve de perguntar diretamente para Cid Gomes, Cals colocou em pauta o caso do adolescente Bruce Cristian, de 14 anos, morto por um tiro disparado por um policial do programa Ronda Quarteirão, carro-chefe do governo de Cid. O candidato procurou não parecer estar explorando politicamente o caso, ao dizer que “nem queria estar tocando nesse assunto”, apesar de ter falado sobre o assunto.
Cals ainda afirmou que, nos últimos quatro anos, os homicídios no Ceará aumentaram 64% e que os investimentos em segurança também aumentaram 64% (ele não apresentou as fontes dos números). “Eu percebo que há uma boa vontade (por parte do governador), mas os resultados não estão chegando para a população”, criticou Cals.
Em resposta, Cid afirmou que houve melhoras em “vários” indicadores de segurança durante seu governo - mas não citou nenhum exemplo. Disse ainda que a polícia do Ceará não se limita ao Ronda do Quarteirão e destacou a construção da Divisão de Homicídios e a criação da polícia forense como ações do governo importantes para a segurança da população. “Quando nós entramos, o Ceará tinha cerca de 13 mil policiais. Nós fizemos concurso para mil, depois para dois mil, depois para mais dois mil”, defendeu-se Cid.
Direito de resposta
Cid chegou a pedir direito de resposta quando Cals criticou o Governo do Estado por não ter conseguido, junto com seus “parceiros”, concretizar a construção de um estaleiro no Ceará. O pedido foi negado pela organização do debate. Cals fez a crítica na ocasião em que afirmou que, nos últimos quatro anos, o Ceará não recebeu nenhuma grande indústria nova.O candidato do PR, Lúcio Alcântara, chegou a questionar a proposta do Marcos Cals de criar um batalhão especial para proteger as divisas do Ceará. Segundo Lúcio, não haveria efetivo suficiente no Estado para constituir o batalhão. Já o candidato Marcelo Silva (PV) afirmou que o Ceará precisa de políticas públicas mais efetivas para combater a disseminação do crack.

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