2 de agosto de 2010

Recenseadores do IBGE iniciam o Censo 2010

As pesquisas serão feitas em três meses. A previsão é de que os resultados preliminares saiam em novembro

A manhã de ontem foi marcada pelo início das visitas dos recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) para o Censo 2010. A primeira residência a ser visitada na Capital foi a do governador Cid Ferreira Gomes, que após 2h30 de atraso, em relação ao horário marcado, recebeu os pesquisadores, mas não concedeu entrevista à imprensa.
A coordenadora técnica da pesquisa no Ceará, Ana Eugênia Ribeiro de Almeida, informou que o questionário da amostra é o que foi aplicado ao governador, o qual possui de 80 a 170 questões, e será feito somente em 5% da população, por possuir uma grande quantidade de questões. "Caso contrário, comprometeria os prazos estipulados pelo Instituto para entrega da pesquisa. Porém, o restante da população responderá ao questionário básico, que pode ir de 16 a 37 perguntas", explicou.
Realizado pelo IBGE, os dados estatísticos que caracterizam a população nacional, e também cearense, serão coletados por uma equipe de 8.984 profissionais. De recenseadores são 7.774 em todo o Estado e 2.208 só na cidade de Fortaleza.
Munidos de computadores de mão, coletes e crachás de identificação, os recenseadores foram divididos em subáreas da Capital. Cada área, como explica Nilo Sérgio, coordenador de divulgação do Censo 2010, é composta por vários setores censitários, em que cada um abrange 300 domicílios. Assim, o recenseador, responsável pelo setor censitário, poderá chegar às residências nos horários da manhã ou da tarde.
"As pessoas não precisam se assustar. Eles estarão identificados. No entanto, quem quiser confirmar, pode pegar o número da matrícula do recenseador e ligar para o 0800.721.8181 ou acessar o site do IBGE (www.ibge.gov.br/censo2010) para verificar se ele é mesmo o responsável pela área etc", alerta.
Porém, segundo ressaltou Nilo Sérgio, caso os moradores não possam receber o pesquisador nos dois turnos, há, ainda, a possibilidade de agendar as visitas para o período noturno.
Ou, então, caso nem mesmo à noite a entrevista seja possível, o pesquisador pode fornecer uma senha em que o morador pode responder, num prazo de 30 dias, as perguntas pela internet. "Os pesquisadores fizeram concurso e passaram por um treinamento. O IBGE buscou, na medida do possível, distribui-los pelas áreas em que conheçam os moradores". Além disso, Nilo Sérgio também comentou que aqueles que preferirem poderão solicitar que a entrevista seja feita pelo supervisor do recenseador.
Por outro lado, o coordenador de divulgação avisa também que os entrevistados não precisam se preocupar com as informações fornecidas. No caso, os supervisores selecionarão, a cada dez entrevistas, uma para ser confirmada. Outro aspecto é que todos os dados permanecerão em sigilo, como estabelece o Decreto 73.177, de 20 de setembro de 1973, que regulamenta a Lei Federal 5.534, de 14 novembro de 1968.
De acordo com o documento, aquele sob a jurisdição da lei brasileira é obrigado a prestar informações solicitadas pelo IBGE. E como prevê o parágrafo único: "As informações prestadas terão caráter sigiloso e serão usada, exclusivamente, para fins estatísticos, e não poderão ser objeto de certidão, nem, em hipótese alguma, servirão de prova em processo administrativo, fiscal ou judicial".
Como novidade deste Censo, o uso do GPS pelos recenseadores possibilitará, pela primeira vez, o cadastro domiciliar. "Haverá um mapeamento digital. Até informações de quarteirões e favelas será possível devido ao GPS". Ainda segundo o IBGE, as pesquisas do Censo serão realizadas durante três meses.


THAYS LAVOR E JANINE MAIA
Especial para Cidade e Repórter

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