Um dia depois de escapar de um atentado, Luiz Antônio Araújo Mendonça retornou, ontem, ao trabalho
Aracaju. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em Sergipe, desembargador Luiz Mendonça, descartou ontem que o atentado que sofreu na quarta-feira tenha sido político e garantiu que as eleições no Estado transcorrem tranquilamente. "A motivação política eu descarto totalmente, pois conheço todos os políticos de Sergipe. A eleição está sendo conduzida de forma pacífica, ordeira, sem qualquer desmando. Não é a nossa cultura a violência", disse o desembargador.
Ontem, um dia depois de escapar de um atentado em que teve o carro alvejado por mais de 30 tiros, Luiz Antônio Araújo Mendonça, retornou ao trabalho dizendo que não tem medo de morrer e continuará normalmente com suas atividades profissionais. Mendonça disse que não se intimidará com a ação de criminosos por causa de decisões que tenha tomado ao longo de sua carreira de promotor, desembargador, secretário de Segurança e, agora, chefe da Justiça Eleitoral.
O magistrado disse que só escapou da morte porque, durante o tiroteio, pegou uma submetralhadora ponto 40, guardada ao lado do motorista, e atirou. O tiro teria afugentado os criminosos, que, naquele momento, não esperavam mais qualquer reação das vítimas.
O desembargador disse que soube se posicionar bem dentro do carro e teve frieza para atirar porque, no início da vida profissional, pertenceu aos quadros do Exército e treinou o uso de armas. "Se ele não tivesse atirado de metralhadora, teria sido morto. Os criminosos se assustaram com a metralhadora" , disse o juiz Anselmo Oliveira, colega de Mendonça no TRE. O motorista do carro, o cabo PM Jailton Batista, foi atingido por tiros no braço, mão e cabeça e está internado em estado grave.
Investigação
O crime está sendo investigado em dois inquéritos, um na Polícia Civil e outro na Polícia Federal. Mas até o início da noite de ontem nenhuma das investigações apontava qualquer pista concreta dos criminosos. A Polícia trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido cometido a mando do agiota Floro Calheiros, um dos mais temidos criminosos da região. Calheiros já foi condenado por envolvimento no assassinato do ex-deputado Joaldo Barbosa, morto em 2003, e pelo furto de urnas eletrônicas no município de Canindé de São Francisco.
O nome de Calheiros foi citado em depoimento que Mendonça prestou à Polícia Federal ainda na quarta-feira, após deixar o hospital onde estava internado. A Polícia também investiga o suposto envolvimento de Marcos Munganga, também condenado por participar do assassinato de Barbosa, no caso.
Defesa
"Se ele (Luiz Mendonça, não tivesse atirado de metralhadora, teria sido morto"
juiz Anselmo Oliveira
Colega de Mendonça no TRE-SE
Aracaju. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em Sergipe, desembargador Luiz Mendonça, descartou ontem que o atentado que sofreu na quarta-feira tenha sido político e garantiu que as eleições no Estado transcorrem tranquilamente. "A motivação política eu descarto totalmente, pois conheço todos os políticos de Sergipe. A eleição está sendo conduzida de forma pacífica, ordeira, sem qualquer desmando. Não é a nossa cultura a violência", disse o desembargador.
Ontem, um dia depois de escapar de um atentado em que teve o carro alvejado por mais de 30 tiros, Luiz Antônio Araújo Mendonça, retornou ao trabalho dizendo que não tem medo de morrer e continuará normalmente com suas atividades profissionais. Mendonça disse que não se intimidará com a ação de criminosos por causa de decisões que tenha tomado ao longo de sua carreira de promotor, desembargador, secretário de Segurança e, agora, chefe da Justiça Eleitoral.
O magistrado disse que só escapou da morte porque, durante o tiroteio, pegou uma submetralhadora ponto 40, guardada ao lado do motorista, e atirou. O tiro teria afugentado os criminosos, que, naquele momento, não esperavam mais qualquer reação das vítimas.
O desembargador disse que soube se posicionar bem dentro do carro e teve frieza para atirar porque, no início da vida profissional, pertenceu aos quadros do Exército e treinou o uso de armas. "Se ele não tivesse atirado de metralhadora, teria sido morto. Os criminosos se assustaram com a metralhadora" , disse o juiz Anselmo Oliveira, colega de Mendonça no TRE. O motorista do carro, o cabo PM Jailton Batista, foi atingido por tiros no braço, mão e cabeça e está internado em estado grave.
Investigação
O crime está sendo investigado em dois inquéritos, um na Polícia Civil e outro na Polícia Federal. Mas até o início da noite de ontem nenhuma das investigações apontava qualquer pista concreta dos criminosos. A Polícia trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido cometido a mando do agiota Floro Calheiros, um dos mais temidos criminosos da região. Calheiros já foi condenado por envolvimento no assassinato do ex-deputado Joaldo Barbosa, morto em 2003, e pelo furto de urnas eletrônicas no município de Canindé de São Francisco.
O nome de Calheiros foi citado em depoimento que Mendonça prestou à Polícia Federal ainda na quarta-feira, após deixar o hospital onde estava internado. A Polícia também investiga o suposto envolvimento de Marcos Munganga, também condenado por participar do assassinato de Barbosa, no caso.
Defesa
"Se ele (Luiz Mendonça, não tivesse atirado de metralhadora, teria sido morto"
juiz Anselmo Oliveira
Colega de Mendonça no TRE-SE
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