19 de agosto de 2010

Cid responde às críticas sobre a segurança

Sem a presença dos candidatos ao Senado, Eunício e Pimentel, Cid faz caminhada em bairro da capital cearense

O governador Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição, rebateu as críticas do candidato Lúcio Alcântara (PR) sobre sua política de Segurança Pública. Além de destacar que os investimentos no setor dobraram em relação à administração de seu adversário, que o antecedeu no Governo, Cid disse ainda que, na gestão de Lúcio, não foi contratado nenhum policial.

O governador afirmou que, como chefe do Executivo, espera ser alvo de críticas e ataques dos adversários, mas que está pronto para responder com propostas. Tais declarações ocorreram durante caminhada que ele fez, ontem de manhã, no Bairro Vicente Pinzón em Fortaleza.

Cid explicou que, "no início do meu Governo, encontrei 38 viaturas rodando em Fortaleza, nós multiplicamos isso pelo menos quatro vezes e com carros muito melhores, resistentes. Quando assumimos, nosso efetivo era de 12 mil policiais, estamos concluindo o terceiro concurso. O primeiro com 1000, o segundo com 2000 novos policiais e esse terceiro com cerca de 2000 policiais", ressaltou.

Ele citou que, em sua gestão, o número de delegacias no Interior foi duplicado em relação aos governos anteriores. "Em toda história só existiam 44 delegacias, agora estamos implantando novas unidades em 50 municípios. É claro que Segurança Pública é um assunto complicado, recorrente e, com um agravante: grande parte dos indicadores tem piorado em questão da droga, principalmente do crack", enfatizou.

Comunitária

Quanto às críticas ao Ronda do Quarteirão, Cid colocou que o mesmo é uma polícia comunitária que, por si só, não resolve o problema e, segundo ele, nunca foi essa a expectativa que seria passada à população. Ele declarou que o objetivo do Ronda é garantir uma polícia mais presente no território e os policiais tenham uma relação de conhecimento maior da área e da comunidade.

"Segurança passa por muitas outras iniciativas e, nesse caso, só se faz com elevação de contingente. No Governo passado, por exemplo, salvo engano, não foi contratado nenhum novo policial e muitos se aposentaram, diferente deste Governo, em que foram feitos três concursos", colocou.

Sobre a propaganda eleitoral, Cid Gomes destacou novamente que a mesma entra em uma fase decisiva onde o alcance de eleitores será ainda maior. Indagado se havia conversado com o coordenador geral da campanha, o deputado federal Ciro Gomes (PSB), para não cair em provocações como aconteceu na campanha de 2006, Cid disse que não precisava e chegou a reconhecer que ação do irmão foi necessária.

Em um comício no Interior, Ciro chegou a utilizar palavras de baixo calão para responder aos ataques que a campanha do então governador e hoje adversário, Lúcio Alcântara estava fazendo ao candidato do PSB ao Governo do Estado.

"Ele (Ciro) se desculpou por algum exagero, mas os resultados das urnas mostraram, talvez, fosse necessário aquilo ali. Foi um freio, para dar uma basta para provocações absurdas que estavam sendo usadas".

Caminhada

Cid Gomes realizou caminhada, ontem, no Vicente Pinzón sem os postulantes ao Senado Federal, os deputados federais Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT) que estavam em Brasília, participando do esforço concentrado na Câmara dos Deputados, mas alguns outros candidatos a cargos proporcionais acompanharam o candidato durante toda a caminhada.

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