Com o Produto Interno Bruto (PIB) avaliado em mais de R$ 1.527.000,00, este Município brasileiro tem se tornado a terceira economia do Estado, perdendo apenas para Fortaleza e Maracanaú. Com uma população estimada em 180.046 habitantes, é a quinta cidade mais povoada do Ceará, sendo a segunda maior do Interior, atrás apenas de Juazeiro do Norte.
Sobral ficou em 2º lugar entre as 10 cidades do País que mais empregaram em 2009, segundo a relação de vaga criada por habitante. O ranking do novo celeiro de empregos - elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) - tem por base os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no intervalo entre dezembro de 2008 até novembro do ano passado.
As principais indústrias são Grendene, que tem sua sede nacional neste Município e é, portanto, a grande empregadora e uma das maiores fabricantes de calçados do Brasil - fornecedora âncora para as empresas que atuam no varejo calçadista; e a unidade do Grupo Votorantim, produtora de cimento.
No polo industrial, mais de 150 empresas. A "Princesa do Norte" ofereceu, no ano passado, uma vaga gerada por 20 habitantes e 8.677 contratações. Perdendo apenas para Porto Velho, a capital de Rondônia, com 18 habitantes/vaga criada e 20.267 contratos de trabalho.
Outras fontes de renda e geradora de mão-de-obra vêm da agricultura, na qual se produz feijão, milho, mandioca, algodão, banana, abacate e cana-de-açúcar. No extrativismo vegetal, a extração de madeiras, para diversos usos como lenha, construção de cercas e fabricação de carvão, tem outro aporte como fonte de renda. Bem como a cultura de oiticica e carnaúba.
Entre a série de produtos que a Carnaúba pode originar, o chapéu de palha é o mais tradicional. A produção desse artefato aconteceu o ano todo e atende a todas as regiões do Brasil.
A peça, usada nas festas juninas ou no dia a dia, é confeccionada por artesãos com uma técnica que atravessou décadas.
A técnica é bastante antiga. Alguns fabricantes aprenderam o ofício há mais de 50 anos. No sertão, os artesãos se reúnem para fazer as peças que, antes de ganharem o mercado, passam por diversas etapas que depois são vendidas para empresas que dão o acabamento. O chapéu de Sobral tem mercado garantido no Brasil inteiro. Os Estados do Sul e Sudeste são os maiores compradores.
Além do comércio e das atividades agropastoris, Sobral passou a se dedicar, durante o século XX, à atividade industrial. A instalação da Fábrica de Tecidos, de propriedade da firma Ernesto Sabóia e Companhia, em 1895, foi um marco econômico que influenciou a configuração do espaço urbano.
Para a cidade, passou a convergir a produção do extrativismo da região, da bacia leiteira e da atividade agrícola, bem como a instalação de indústrias que buscavam aproveitar os recursos naturais da agropecuária e do extrativismo mineral.
A ocupação do espaço urbano foi marcada pelos processos decorrentes da industrialização da cidade. As pequenas fábricas geraram empregos e favoreceram o surgimento de outras atividades advindas da expansão industrial.
Vilas
As grandes fábricas, como a Cia. Industrial de Algodão e Óleo (Cidao) e a Fábrica de Tecidos, implicaram a criação de vilas operárias, que ocuparam novos espaços expandindo o perímetro da cidade. O comércio manteve também uma posição de destaque na receita de Sobral.
A vinda da empresa de calçados Grendene Sobral S/A, nos anos 1990, implicou uma significativa mudança na economia. A política de interiorização da economia, promovida pelo Governo do Estado, que incluia a isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) e facilidades de implantação para as fábricas, beneficiou muito o Município.
Em decorrência dessa política, cresceu a instalação de outras fábricas de grande porte no Ceará, a exemplo da Dakota.No setor comercial, destaque para Timbal Calçados, que este ano foi referência no Prêmio Contribuinte 2010, pela referência em produtos de qualidade no mercado sobralense desde 1967.
A riqueza e importância de Sobral ao logo dos anos fazem-se visíveis pelas edificações. A importância das estradas, bem como a centralização do poder religioso e político, revela como ocorreu o processo de ocupação do sertão do País. (WG)
Sobral ficou em 2º lugar entre as 10 cidades do País que mais empregaram em 2009, segundo a relação de vaga criada por habitante. O ranking do novo celeiro de empregos - elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) - tem por base os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no intervalo entre dezembro de 2008 até novembro do ano passado.
As principais indústrias são Grendene, que tem sua sede nacional neste Município e é, portanto, a grande empregadora e uma das maiores fabricantes de calçados do Brasil - fornecedora âncora para as empresas que atuam no varejo calçadista; e a unidade do Grupo Votorantim, produtora de cimento.
No polo industrial, mais de 150 empresas. A "Princesa do Norte" ofereceu, no ano passado, uma vaga gerada por 20 habitantes e 8.677 contratações. Perdendo apenas para Porto Velho, a capital de Rondônia, com 18 habitantes/vaga criada e 20.267 contratos de trabalho.
Outras fontes de renda e geradora de mão-de-obra vêm da agricultura, na qual se produz feijão, milho, mandioca, algodão, banana, abacate e cana-de-açúcar. No extrativismo vegetal, a extração de madeiras, para diversos usos como lenha, construção de cercas e fabricação de carvão, tem outro aporte como fonte de renda. Bem como a cultura de oiticica e carnaúba.
Entre a série de produtos que a Carnaúba pode originar, o chapéu de palha é o mais tradicional. A produção desse artefato aconteceu o ano todo e atende a todas as regiões do Brasil.
A peça, usada nas festas juninas ou no dia a dia, é confeccionada por artesãos com uma técnica que atravessou décadas.
A técnica é bastante antiga. Alguns fabricantes aprenderam o ofício há mais de 50 anos. No sertão, os artesãos se reúnem para fazer as peças que, antes de ganharem o mercado, passam por diversas etapas que depois são vendidas para empresas que dão o acabamento. O chapéu de Sobral tem mercado garantido no Brasil inteiro. Os Estados do Sul e Sudeste são os maiores compradores.
Além do comércio e das atividades agropastoris, Sobral passou a se dedicar, durante o século XX, à atividade industrial. A instalação da Fábrica de Tecidos, de propriedade da firma Ernesto Sabóia e Companhia, em 1895, foi um marco econômico que influenciou a configuração do espaço urbano.
Para a cidade, passou a convergir a produção do extrativismo da região, da bacia leiteira e da atividade agrícola, bem como a instalação de indústrias que buscavam aproveitar os recursos naturais da agropecuária e do extrativismo mineral.
A ocupação do espaço urbano foi marcada pelos processos decorrentes da industrialização da cidade. As pequenas fábricas geraram empregos e favoreceram o surgimento de outras atividades advindas da expansão industrial.
Vilas
As grandes fábricas, como a Cia. Industrial de Algodão e Óleo (Cidao) e a Fábrica de Tecidos, implicaram a criação de vilas operárias, que ocuparam novos espaços expandindo o perímetro da cidade. O comércio manteve também uma posição de destaque na receita de Sobral.
A vinda da empresa de calçados Grendene Sobral S/A, nos anos 1990, implicou uma significativa mudança na economia. A política de interiorização da economia, promovida pelo Governo do Estado, que incluia a isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) e facilidades de implantação para as fábricas, beneficiou muito o Município.
Em decorrência dessa política, cresceu a instalação de outras fábricas de grande porte no Ceará, a exemplo da Dakota.No setor comercial, destaque para Timbal Calçados, que este ano foi referência no Prêmio Contribuinte 2010, pela referência em produtos de qualidade no mercado sobralense desde 1967.
A riqueza e importância de Sobral ao logo dos anos fazem-se visíveis pelas edificações. A importância das estradas, bem como a centralização do poder religioso e político, revela como ocorreu o processo de ocupação do sertão do País. (WG)
DN
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