6 de julho de 2010

R$ 124 milhões para conseguir o voto do eleitor cearense

Começa hoje a campanha eleitoral mais cara que o Ceará já viu. Os sete postulantes ao Palácio Iracema declararam um volume de gastos 126,9% superior ao que foi gasto há quatro anos. Os dois candidatos que polarizaram a disputa em 2006 estimam gastar pelo menos o dobro das despesas que tiveram há quatro anos

A disputa pelo Governo do Estado que começa hoje deve movimentar o maior volume de recursos já investidos nas campanhas eleitorais para governador no Ceará. E isso só no “caixa um” - ou seja, na contabilidade oficial das campanhas.

A soma das previsões de gastos dos sete postulantes ao Palácio Iracema, declaradas ontem à Justiça Eleitoral resulta em um montante de R$ 124,2 milhões. Comparando com a última eleição para o Governo, em 2006, quando a previsão de gastos era de R$ 54,7 milhões (valor corrigido pelo IGP-M), o salto é de 126,9% - o que corresponde a R$ 69,5 milhões a mais.Em 2002, a previsão de gastos dos candidatos a governador também era bem menor que o montante previsto para 2010, ficando em R$ 56,1 milhões, também em números atualizados pelo IGP-M.

Dos investimentos previstos para este ano, só Lúcio Alcântara (PR) responde, sozinho, por R$ 50 milhões. Na campanha de 2006, em que exercia o mandato de governador, Lúcio previu gastar R$ 20 milhões, sendo que a execução dessa previsão ficou em R$ 17,6 milhões.

Já a previsão de investimento do atual governador, Cid Gomes (PSB), é de pelo menos R$ 39 milhões. Na disputa eleitoral de 2006, da qual saiu vitorioso, ele declarou que gastaria R$ 20 milhões, mas gastou, efetivamente, R$ 11 milhões, pouco mais da metade do limite disponível.

O valor previsto por Cid para este ano, porém, pode ser maior. Segundo informou a assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE), na documentação entregue à Justiça, cada um dos sete partidos que compõem a coligação de Cid (PRB-PT-PSB-PMDB-PDT-PCdoB-PSC) declarou investir os mesmos R$ 39 milhões na campanha pela reeleição do governador. Ou seja, pela forma como foi declarada a previsão de gastos, Cid teria um limite de R$ 273 milhões para gastar na campanha. A assessoria de imprensa da campanha de Cid, porém, não foi localizada na noite de ontem para esclarecer o valor.

Já o candidato do PSDB, Marcos Cals (PSDB), declarou limite de R$ 30 milhões em sua empreitada em busca de chegar ao Palácio Iracema. A menor previsão de gasto ficou com o candidato ao governo pelo PSTU, Francisco Gonzaga, cuja previsão de custos para as eleições deste ano está em R$ 50 mil.

Os valores declarados à Justiça servem como teto máximo de gastos na campanha Os postulantes, porém, podem fazer investimentos maiores, desde que avisem à Justiça e alterem o teto estabelecido. Também é permitido gastar menos.

Cada um dos sete partidos da coligação de Cid declarou que gastará R$ 10 milhões em cada uma das duas candidaturas ao Senado. O total representa, dessa forma, um valor de R$ 140 milhões como teto para investimentos nas candidaturas de José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB).

Já o PSDB, oficializou o valor de R$ 8 milhões como limite de gastos para a candidatura de Tasso Jereissati (PSDB) para o Senado. Pelo PPS, o candidato ao senador Alexandre Pereira, declarou que gastará R$ 50 milhões.

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