Pelo resultado do exame, 63,5% das escolas estaduais não atingiram a média de 500 pontos
A educação no Ceará, no contexto nacional, não está em situação confortável. Ontem, o Ministério da Educação divulgou o ranking das melhores escolas do Brasil, a partir da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009. Nenhuma escola cearense está entre as 50 melhores do País. Já no ranking local, entre as 50 melhor colocadas, 43 são particulares, cinco federais e apenas uma estadual - a do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará.
No Brasil, foram realizados exames em 25.474 escolas, sendo 712 no Ceará. Das locais, 474 (66,6%) são estaduais; 227 (31,9%), privadas; seis (0,8%), federais; e cinco (0,7%), municipais. Tanto em nível nacional como em estadual, as melhores médias surgiram nas instituições federais.
Aqui, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) de Fortaleza e o de Juazeiro do Norte saíram na frente em se tratando de Ensino Médio Regular (EMR), respectivamente, sendo que, quando se considera Educação de Jovens e Adultos (EJA), o IFCE de Juazeiro aparece na frente do de Fortaleza. Em seguida, destacam-se no ranking as escolas particulares. No Ceará, a melhor colocada, em 5º lugar, é o Pré-Vestibular do Colégio Farias Frito da Aldeota.
As instituições militares cearenses também dividem colocações de realce. Entre as melhores, está o Colégio Militar de Fortaleza, instituição federal colocada em 18º lugar. O Colégio Militar do Corpo de Bombeiros do Ceará, que é estadual e é a melhor disposta no ranking entre as dirigidas pelo Estado, aparece em 32º lugar (EMR) e em 36º (EMR e EJA). A próxima escola estadual a aparecer nessa classificação é Colégio da Polícia Militar do Ceará, em 59º lugar.
Entre os Liceus, escolas apresentadas normalmente como referência local, o primeiro a aparecer no ranking das com melhor desempenho é o de Messejana, em 123º lugar. O Colégio Estadual Justiniano de Serpa, também referência local, surge em 100º lugar.
As notas são validadas e apresentadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que dá uma pontuação máxima de 1.000 a cada escola. Aqui, a melhor pontuada, o IFCE de Fortaleza, teve uma média total de 681,55. No Brasil, a primeira no ranking foi o Colégio Vértice, de São Paulo, que somou 749,70 de média total.
Entre as estaduais cearenses, 63,5% ficaram com média abaixo de 500. Vale lembrar que, se a quantidade de alunos que fizerem o exame for inferior a dez ou menor do que 2% do total de matriculados, o resultado não é publicado.
Na opinião do orientador da Célula de Avaliação da Secretaria da Educação Básica do Estado (Seduc), Aléssio Costa Lima, quando o aluno atinge mais de 500 pontos já tem consolidadas algumas habilidades. "A melhora no Ensino Médio é muito lenta", analisa.
Para Costa Lima, que é doutorando em Avaliação pela Universidade Federal do Ceará (UFC), é importante lembrar que para uma avaliação mais complexa, seria necessário fazer pesquisa por amostragem ou de forma censitária, o que não ocorre com o Enem. Significa que o resultado pode não ser real, se a escola definir um pequeno grupo para fazer o exame. Além disso, há outros fatores a serem considerados nessa avaliação e nos resultados. Perfil do aluno, histórico escolar, condições socioeconômicas, estrutura familiar e seleção - quando há - para entrar na escola influenciam de forma decisiva nesse processo.
Nesse contexto, Costa Lima afirma que o destaque das escolas particulares "não é de agora". Ele atribui o sucesso a fatores como o nível de escolaridade dos pais dos alunos, ao acesso à informação e à situação socioeconômica mais favorecida, por exemplo.
Em relação às escolas militares, o orientador afirma que o diferencial começa pela seleção do aluno, cujo perfil é determinante. "Os professores têm o mesmo nível de formação, mas além da seleção tem a disciplina, a organização, a frequência rigorosa, um acompanhamento mais efetivo", diz. Dessa forma, as escolas militares ficam com o desempenho compatível ao das particulares.
A educação no Ceará, no contexto nacional, não está em situação confortável. Ontem, o Ministério da Educação divulgou o ranking das melhores escolas do Brasil, a partir da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009. Nenhuma escola cearense está entre as 50 melhores do País. Já no ranking local, entre as 50 melhor colocadas, 43 são particulares, cinco federais e apenas uma estadual - a do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará.
No Brasil, foram realizados exames em 25.474 escolas, sendo 712 no Ceará. Das locais, 474 (66,6%) são estaduais; 227 (31,9%), privadas; seis (0,8%), federais; e cinco (0,7%), municipais. Tanto em nível nacional como em estadual, as melhores médias surgiram nas instituições federais.
Aqui, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) de Fortaleza e o de Juazeiro do Norte saíram na frente em se tratando de Ensino Médio Regular (EMR), respectivamente, sendo que, quando se considera Educação de Jovens e Adultos (EJA), o IFCE de Juazeiro aparece na frente do de Fortaleza. Em seguida, destacam-se no ranking as escolas particulares. No Ceará, a melhor colocada, em 5º lugar, é o Pré-Vestibular do Colégio Farias Frito da Aldeota.
As instituições militares cearenses também dividem colocações de realce. Entre as melhores, está o Colégio Militar de Fortaleza, instituição federal colocada em 18º lugar. O Colégio Militar do Corpo de Bombeiros do Ceará, que é estadual e é a melhor disposta no ranking entre as dirigidas pelo Estado, aparece em 32º lugar (EMR) e em 36º (EMR e EJA). A próxima escola estadual a aparecer nessa classificação é Colégio da Polícia Militar do Ceará, em 59º lugar.
Entre os Liceus, escolas apresentadas normalmente como referência local, o primeiro a aparecer no ranking das com melhor desempenho é o de Messejana, em 123º lugar. O Colégio Estadual Justiniano de Serpa, também referência local, surge em 100º lugar.
As notas são validadas e apresentadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que dá uma pontuação máxima de 1.000 a cada escola. Aqui, a melhor pontuada, o IFCE de Fortaleza, teve uma média total de 681,55. No Brasil, a primeira no ranking foi o Colégio Vértice, de São Paulo, que somou 749,70 de média total.
Entre as estaduais cearenses, 63,5% ficaram com média abaixo de 500. Vale lembrar que, se a quantidade de alunos que fizerem o exame for inferior a dez ou menor do que 2% do total de matriculados, o resultado não é publicado.
Na opinião do orientador da Célula de Avaliação da Secretaria da Educação Básica do Estado (Seduc), Aléssio Costa Lima, quando o aluno atinge mais de 500 pontos já tem consolidadas algumas habilidades. "A melhora no Ensino Médio é muito lenta", analisa.
Para Costa Lima, que é doutorando em Avaliação pela Universidade Federal do Ceará (UFC), é importante lembrar que para uma avaliação mais complexa, seria necessário fazer pesquisa por amostragem ou de forma censitária, o que não ocorre com o Enem. Significa que o resultado pode não ser real, se a escola definir um pequeno grupo para fazer o exame. Além disso, há outros fatores a serem considerados nessa avaliação e nos resultados. Perfil do aluno, histórico escolar, condições socioeconômicas, estrutura familiar e seleção - quando há - para entrar na escola influenciam de forma decisiva nesse processo.
Nesse contexto, Costa Lima afirma que o destaque das escolas particulares "não é de agora". Ele atribui o sucesso a fatores como o nível de escolaridade dos pais dos alunos, ao acesso à informação e à situação socioeconômica mais favorecida, por exemplo.
Em relação às escolas militares, o orientador afirma que o diferencial começa pela seleção do aluno, cujo perfil é determinante. "Os professores têm o mesmo nível de formação, mas além da seleção tem a disciplina, a organização, a frequência rigorosa, um acompanhamento mais efetivo", diz. Dessa forma, as escolas militares ficam com o desempenho compatível ao das particulares.
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