25 de junho de 2010

VALE O 1º LUGAR

Sem dois de seus principais homens de armação, Brasil entra em campo, hoje, contra Portugal, para tentar manter a liderança do Grupo G

Já classificado para as oitavas-de-final, o Brasil entra em campo hoje para tentar terminar a primeira fase do Mundial na liderança do Grupo G. Para isso, precisa apenas de um empate contra Portugal, a partir das 11 horas (de Brasília), no estádio Moses Mabhida, em Durban. Mas, o técnico Dunga terá dois importantes desfalques para armar a Seleção Brasileira: os meias Kaká, suspenso, e Elano, com dores, não jogam.
Apesar de a vaga já estar garantida, a Seleção Brasileira descarta a possibilidade de qualquer relaxamento no jogo de logo mais. A ordem de Dunga é manter o ritmo mostrado nos dois primeiros jogos do Mundial, quando derrotou a Coreia do Norte e a Costa do Marfim, para conseguir outra vitória e confirmar a liderança da chave. "Queremos terminar em primeiro lugar", anunciou o zagueiro Lúcio, que é o capitão do time.
Mas, ao contrário do que aconteceu nas duas vitórias iniciais, o Brasil não contará com força máxima hoje. Principal jogador do time, Kaká foi expulso diante da Costa do Marfim e terá de cumprir suspensão. E Elano, que marcou um gol em cada jogo, sofreu uma forte pancada na perna direita durante a partida do último domingo, e ainda não se recuperou das dores que sente no local.
Assim, Dunga perde seus dois homens de criação no meio de campo, o que pode comprometer o ataque brasileiro. Para o lugar de Kaká, a escolha foi natural: Júlio Baptista, que é o substituto imediato da posição. E na vaga de Elano, também não houve nenhuma surpresa. Mesmo sendo lateral-direito, Daniel Alves ganhou a vaga e jogará improvisado no setor, o que ele já está acostumado a fazer.
Será, então, a chance de comprovar o discurso pregado por Dunga e pela equipe desde que começou a preparação brasileira para a Copa. Segundo eles, não há diferença entre os 23 convocados para a competição, pois a força do Brasil é justamente o grupo, no qual todos os integrantes teriam condições de entrar em campo e manter o mesmo nível de atuação.

EM COLETIVA
Dunga pede desculpas e se emociona ao falar do pai

Em sua entrevista mais reveladora em quase quatro anos de Seleção, Dunga pediu desculpas. Mas não à imprensa. Só ao torcedor. Por seus palavrões após o jogo de domingo.
Dunga também falou de seu pai, que sofre de mal de Alzheimer, assunto que sempre evitou, e da mãe, professora de história. E mostrou ter sentido as críticas que recebeu de parte da mídia. Em nenhum momento, porém, o treinador brasileiro foi agressivo com a imprensa.
E disse que falaria "uma única vez´´ sobre os palavrões proferidos ao jornalista da TV Globo Alex Escobar. "Quero pedir desculpa ao torcedor brasileiro pela minha atitude, a forma como me comportei. O torcedor não tem nada a ver com problemas pessoais meus´´, afirmou, referindo-se a confusão.

Problemas familiares
O desabafo final, e mais dramático, do técnico, ocorreu na pergunta final, quando foi questionado sobre o problema de saúde de seu pai. "Não é a primeira vez que ele está nessa situação, desde que eu cheguei à Seleção Brasileira. Há muito mais tempo ele vem sofrendo e, para mim, é só mais uma oportunidade de eu demonstrar para o meu pai o que ele me ensinou".
Dunga lembrou também de quando disse que sua mãe era professora de história. "E como fizeram chacota quando falei que ela era professora de história, e a história que ela me demonstrou é que a gente tem de dar amor ao nosso país, nós temos de ser patriotas, por mais que muitos não gostem".

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